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Netanyahu afirma que há fortes sinais da morte do aiatolá Khamenei em ataque israelense ao Irã

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Com base em evidências substanciais, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicou neste sábado (28) que o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, pode ter morrido durante os ataques realizados por Israel e Estados Unidos contra o Irã. Em resposta, a república islâmica lançou uma série de mísseis contra diversas monarquias do Golfo, elevando a tensão na região.

Netanyahu declarou, em discurso transmitido pela televisão: “Esta manhã realizamos um ataque surpresa que destruiu o complexo do tirano Khamenei no coração de Teerã” e acrescentou que “há fortes indícios de que este tirano já não esteja vivo”.

Durante o dia, veículos de comunicação israelenses relataram que tanto Khamenei quanto o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, estavam entre os alvos do ataque. Contudo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou à rede NBC que o aiatolá está vivo e que todos os altos oficiais permanecem ilesos, defendendo uma redução da tensão.

O Crescente Vermelho do Irã confirmou ao menos 201 mortos e 747 feridos nos ataques.

Autoridades pediram a evacuação dos 10 milhões de habitantes de Teerã e relataram 85 mortes devido a um ataque contra uma escola para meninas no sul do país, embora o número não tenha sido confirmado por agências independentes.

Netanyahu ressaltou que a operação continuará pelo tempo necessário, direcionada contra a ameaça que, segundo ele, representa o regime terrorista do Irã.

O tenente-general Eyal Zamir, chefe das Forças Armadas de Israel, declarou que a ofensiva está ocorrendo em uma escala muito maior do que a guerra de 12 dias contra o Irã em junho passado. Segundo ele, aproximadamente 200 aviões de combate participaram do ataque.

O comunicado militar afirmou ser esta a maior ação aérea na história da Força Aérea de Israel.

Após semanas de alertas e três rodadas de negociações, os Estados Unidos iniciaram uma operação para eliminar ameaças iminentes, conforme declaração do presidente americano, Donald Trump, que também incentivou os iranianos a tomarem o poder após o término da intervenção.

Netanyahu reforçou esta mensagem, incentivando o povo iraniano a se livrar da tirania.

Trump havia prometido auxílio aos iranianos em meio à repressão de protestos antigovernamentais no país, que resultaram em milhares de mortos, segundo organizações não governamentais.

Com o maior deslocamento militar da região em décadas, Trump advertiu que as forças de segurança iranianas teriam imunidade total caso depusessem as armas, mas enfrentariam consequências fatais caso resistissem.

Em Teerã, foram ouvidas fortes explosões, com nuvens de fumaça no centro, leste e oeste da capital. Moradores buscavam abrigo enquanto a polícia patrulhava as ruas, que apresentavam longas filas em padarias e postos de gasolina.

Após as explosões, as comunicações e o acesso à internet foram interrompidos, medida comum em momentos de crise no Irã. Escolas e universidades receberam ordens para suspender as atividades até novo aviso.

Além da capital, explosões ocorreram em diversas cidades, incluindo Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah, Minab, Lorestan e Tabriz. À noite, o exército israelense solicitou a evacuação de uma área industrial em Isfahan devido a novos ataques iminentes.

Em Israel, também foram ouvidas explosões em Jerusalém e outras regiões.

O Irã respondeu lançando uma série de projéteis contra países do Golfo Pérsico onde os Estados Unidos mantêm bases, causando pânico em áreas residenciais e evacuando localidades estratégicas, como a região onde está localizada a Quinta Frota da Marinha dos EUA no Bahrein.

Muitos países da região fecharam seu espaço aéreo e os Estados Unidos recomendam que navios comerciais evitem a área.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou por rádio o fechamento do estratégico estreito de Ormuz, segundo relato da missão naval da União Europeia.

Essa ação conjunta de Israel e Estados Unidos gerou esperança em Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã deposto em 1979, que agora aguarda a derrota final do regime dos aiatolás para reconstruir o país.

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