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Nicolás Maduro vai à justiça em Nova York sorrindo

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Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, apareceu sorridente nesta quinta-feira (26) em um tribunal de Nova York para sua segunda audiência após sua captura pelos Estados Unidos. Ele não falou durante a audiência que durou pouco mais de uma hora.

O juiz do caso informou que não pretende aceitar o pedido dos advogados de Maduro para rejeitar as acusações por razões processuais.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão sendo processados por envolvimento com narcotráfico. O ex-líder venezuelano, com 63 anos, mostrou-se tranquilo, usando uniforme cinza de preso, fazendo anotações e conversando com seus advogados por meio de um intérprete.

O casal está detido em uma prisão no Brooklyn há quase três meses. Anteriormente, em sua primeira audiência, Maduro se declarou “prisioneiro de guerra” e “inocente”.

As acusações envolvem narcoterrorismo, tráfico de cocaína, posse de armas e conspiração relacionada a essas acusações.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Maduro enfrentará outras acusações no futuro e espera que ele tenha um julgamento justo.

Maduro esteve no poder desde março de 2013 até sua deposição. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente e mudou a relação do país com os EUA, tornando-a menos tensa.

O governo venezuelano tenta custear o julgamento, mas enfrenta dificuldades por causa das sanções americanas, que impedem o advogado Barry Pollack de agir sem autorização especial.

Do lado de fora do tribunal, apoiadores e opositores se reuniram, com segurança reforçada. Houve protestos com cartazes pedindo a libertação de Maduro, enquanto outras pessoas pediam justiça em meio a manifestações tensas.

Maduro está detido em uma cela isolada e sem acesso a internet ou jornais. Ele mantém contato por telefone com sua família e advogados.

Seu filho, Nicolás Maduro Guerra, denunciou irregularidades no processo e afirmou confiar no sistema legal dos EUA.

Maduro e Cilia Flores foram capturados em uma operação americana em 3 de janeiro, que resultou em mortos e feridos, segundo autoridades venezuelanas.

Apesar das dificuldades, a presidente interina lidera um país rico em petróleo, embora sua economia esteja em crise. Ela promove reformas para atender às exigências dos EUA e tentar revitalizar a Venezuela.

Recentemente, os EUA restabeleceram relações diplomáticas com a Venezuela, sinalizando uma possível redução das tensões entre os países após sete anos de ruptura.

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