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Nova embaixada palestina inaugurada em Londres

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A representação palestina inaugurou oficialmente nesta segunda-feira (5) sua embaixada no Reino Unido, evento que o principal diplomata palestino em Londres descreveu como um “momento histórico”.

A abertura do órgão diplomático em Londres ocorre mais de três meses após o governo britânico reconhecer o Estado da Palestina.

“Hoje nos reunimos para celebrar um momento histórico: a inauguração da embaixada no Reino Unido, com status diplomático e plenas funções”, comemorou o embaixador Husam Zomlot, que antes era o chefe da missão diplomática palestina.

A instalação desta embaixada simboliza um avanço significativo nas relações entre Grã-Bretanha e Palestina, no longo caminho do povo palestino em direção à liberdade e à autodeterminação”, acrescentou.

Após suas palavras, o novo embaixador revelou uma placa com a inscrição “Embaixada do Estado da Palestina”, colocada no edifício localizado em Hammersmith, no oeste de Londres.

“Para gerações de palestinos em Gaza, na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, nos campos de refugiados e em toda a diáspora, esta embaixada é a prova de que nossa identidade não pode ser negada”, afirmou Zomlot.

O embaixador frisou o compromisso de “continuar a buscar uma paz justa e duradoura, fundamentada no direito internacional e nos valores universais”.

O representante do rei britânico Charles III, Alistair Harrison, também destacou que este é “um marco histórico para a Palestina” e “o começo de uma transformação importante nas relações bilaterais”, que, segundo ele, já são “muito próximas”.

O Reino Unido reconheceu oficialmente o Estado da Palestina em setembro, quase dois anos após o início do devastador conflito em Gaza, desencadeado pelo ataque do movimento islamista palestino Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023.

O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Keir Starmer, afirmou que, com essa decisão, pretende “reviver a esperança por paz e pela solução de dois Estados”.

A posição do Reino Unido, alinhada com outros países, foi rejeitada por Israel, cujo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, classificou a medida como “uma recompensa ao terrorismo”.

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