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Nova presidência da Comissão de Saúde com visão controversa sobre vacinas e ozonioterapia

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados escolheu, na última quarta-feira, 4, Giovani Cherini (PL-RS) como presidente para o ano em curso. O deputado é conhecido por seu apoio a tratamentos sem respaldo científico e por sua oposição às vacinas durante a pandemia de covid-19, além de ter divulgado teorias conspiratórias relacionadas à superlotação hospitalar naquele período.

Cherini foi eleito com 38 votos favoráveis e seis votos em branco. Antes da votação, enviou uma mensagem via WhatsApp destacando seu histórico: “fui relator e apoiei a regulamentação de práticas como acupuntura, yoga, arteterapia, ayurveda, ozonioterapia, entre outras”, ressaltando seu compromisso com a saúde integrativa, que aborda o indivíduo de forma holística, considerando os aspectos físico, mental, emocional, espiritual e social.

A Comissão de Saúde é altamente cobiçada na Câmara, pois controla um orçamento significativo para emendas parlamentares, totalizando R$ 4,2 bilhões este ano. Cherini afirmou que sua prioridade será direcionar essas emendas.

Questionado sobre seus posicionamentos contra as vacinas e a favor de tratamentos não comprovados, ele expressou dúvidas sobre a eficácia dos imunizantes contra o coronavírus, alegando um aumento em casos de câncer e AVC sem apresentar provas concretas.

Em 2021, Cherini atuou pela aprovação do uso da ozonioterapia, um procedimento experimental que insere ozônio no corpo por vários métodos, geralmente por vias intramuscular, intravenosa, subcutânea, retal ou vaginal. Esse tratamento não tem respaldo científico validado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que o classifica como experimental e não recomendado para qualquer doença, incluindo a covid-19.

Durante a pandemia, ele também se posicionou contra a vacina contra a covid-19 e o HPV, promovendo a ivermectina como única alternativa eficaz, medicamento sem comprovação para a doença. Mesmo após o fim da pandemia, continuou a fazer críticas baseadas em teorias da conspiração sobre a vacinação e a superlotação hospitalar.

Cherini também defende que a espiritualidade deve ser integrada à ciência médica, afirmando que ciência e espiritualidade são fundamentais para a saúde.

Integrantes do Partido dos Trabalhadores protestaram contra sua eleição, acusando-o de ter colaborado com ações que contribuíram para o agravamento da pandemia, uma crítica fortemente direcionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com quem Cherini esteve aliado.

A escolha de Cherini foi resultado de um acordo entre líderes partidários para manter as composições dos colegiados em 2025, justificando a decisão pela proximidade do ano eleitoral e para evitar conflitos prolongados durante o primeiro semestre.

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