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Nova vítima relata abuso por participante de estupro coletivo

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O caso de estupro coletivo de uma jovem de 17 anos em Copacabana trouxe à luz novas denúncias que indicam um comportamento repetido e não punido de um grupo de jovens na Zona Sul do Rio.

Depoimentos feitos à Polícia Civil e obtidos pelo programa Fantástico, da TV Globo, mostram que pelo menos duas outras vítimas — também menores de idade na época — decidiram falar após o caso recente ganhar repercussão.

Uma dessas jovens, agora adulta, procurou a delegacia para contar um abuso sofrido em uma festa quando tinha 17 anos. O acusado, segundo ela, foi Victor Hugo Oliveira Simonin, seu colega no Colégio Pedro II e um dos detidos pelo crime em Copacabana.

A vítima relatou que, enquanto se beijavam, o rapaz tentou forçá-la a realizar sexo oral. “Ele tentou empurrar minha cabeça para baixo. Eu disse: ‘Victor, eu não vou fazer isso’. Ele continuou, minhas pernas fraquejaram, eu caí e ele tentou forçar”, disse a jovem, que só conseguiu se livrar quando um segurança interviu. Ela acrescentou que só percebeu a gravidade do que tinha ocorrido após o caso de Copacabana vir à tona.

A ex-aluna do Pedro II também criticou a instituição de ensino por não agir adequadamente, alegando que o comportamento dos envolvidos já era conhecido na escola. “O colégio sabia que eles não eram pessoas confiáveis, pois já receberam várias suspensões, advertências e mudanças de turno. Acho que todos imaginavam que algo aconteceria eventualmente”, afirmou.

Investigadores indicam que o grupo agia em conjunto, convidando adolescentes para apartamentos onde planejavam ataques com a ajuda de amigos. Uma das vítimas, agredida em 2023 aos 14 anos, só contou a família três anos depois.

A mãe dessa jovem descreveu o relato como um choque enorme, dizendo que sua filha identificou pelo menos dois dos jovens sob investigação como agressores antigos. Ela lamentou a situação, afirmando que os agressores priorizavam seu prazer em detrimento do trauma das vítimas.

Agora, a polícia está conferindo as informações para apurar se o grupo cometeu outros crimes similares com o mesmo modus operandi. O Colégio Pedro II ainda não respondeu às críticas sobre a gestão disciplinar dos alunos envolvidos.

Dos quatro homens presos pelo estupro coletivo da adolescente de 17 anos, ocorrido em 31 de janeiro em Copacabana, dois tiveram a prisão mantida durante audiência de custódia na Central de Custódias de Benfica. Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, ambos com 18 anos, se apresentaram à polícia após terem mandados de prisão decretados.

Na véspera, Mattheus Veríssimo Zoel Martins se entregou à polícia acompanhado de advogado, e João Gabriel Xavier Bertho também se apresentou e tiveram suas prisões mantidas. Um quinto envolvido, menor de idade, que teria atraído a vítima para o apartamento, foi apreendido e internado pela Vara de Infância e Juventude.

Antes da apresentação de Vitor Hugo à polícia, seu pai, José Carlos Simonin — então subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos — foi exonerado do cargo para preservar a integridade institucional.

Câmeras de segurança registraram a entrada e saída dos envolvidos e da vítima em um prédio na Rua Ministro Viveiros de Castro. De acordo com o inquérito, a jovem foi convidada para o apartamento por um rapaz de 17 anos com quem tinha um relacionamento, e, ao chegar, encontrou o restante do grupo.

O exame médico constatou múltiplas lesões compatíveis com agressão recente. A Polícia Civil está investigando três casos distintos de violência sexual possivelmente ligados ao mesmo grupo de jovens na Zona Sul.

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