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Nunes diz que apoio do MDB a Tarcísio não depende de condições
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), garantiu que o apoio do seu partido para a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é tranquilo e não está condicionado a nenhuma exigência. Recentemente, o MDB passou a reivindicar participação na chapa do governador, seja na vaga de vice, seja para o Senado.
O presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi, encontrou-se com o governador no Palácio dos Bandeirantes e apresentou alguns nomes do partido que poderiam compor a chapa de Tarcísio.
Entre os nomes sugeridos estavam o do próprio Baleia Rossi, a deputada federal Simone Marquetto, ex-prefeita de Itapetininga, e a vereadora da capital Sandra Santana. Nunes ressaltou que é natural que os partidos da base façam indicações, mas a decisão final cabe ao governador.
— É legítimo que os partidos indiquem nomes, como faz o PL com a sugestão do André do Prado, e normalmente se esperaria a recondução do atual vice, Felício Ramuth. Porém, a decisão final será do Tarcísio — explicou.
Na sexta-feira (20), o prefeito esteve no Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas) e foi homenageado. Ele reforçou que, apesar das conversas, o MDB não impõe condições para o apoio na eleição.
— Quero deixar claro: não há nenhuma condição. O MDB está com o governador Tarcísio na sua reeleição, isso é certo e pacífico. Se o governador aceitar o nome que o MDB apresentar, ótimo, senão não tem problema. O apoio será do MDB, independentemente do vice ser do partido ou não, ou do candidato ao Senado — afirmou.
Nunes também disse que, apesar dos nomes citados, ainda não houve uma indicação formal e o assunto segue em discussão dentro do partido.
Até o momento, Tarcísio ainda não definiu sua chapa no estado. Uma possibilidade é manter o atual vice, Felício Ramuth (PSD). No entanto, há disputa pelo posto, já que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, deseja a vaga. Kassab já declarou que seria uma honra ser vice, embora também queira que o governador dispute a presidência da República ao invés da reeleição. O PL também tem interesse e sugeriu o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
As vagas ao Senado permanecem incertas. O nome mais forte atualmente é o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que até o ano passado era secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio. A segunda vaga ainda está indefinida, e o governador avalia a possibilidade de apoiar um nome de centro — cenário que beneficiaria o MDB.
No campo da esquerda, o cenário está totalmente indefinido. O presidente Lula (PT) tenta convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a concorrer ao governo paulista, mas o ministro tem resistido. Outro nome cotado é o do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que já afirmou não ter interesse em disputar o Palácio dos Bandeirantes — ele foi governador de São Paulo por 12 anos enquanto estava no PSDB.
Questionado sobre a possibilidade de Haddad concorrer em São Paulo, Nunes afirmou que ele provavelmente enfrentaria uma grande derrota.

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