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O buraco do Caiado. As pedrinhas do Pedrinho
Por GYNN
O assunto ainda não morreu. Na imprensa e nas redes sociais do Brasil e do mundo, ainda repercute o vexame do MotoGP em Goiânia: pedras (as pedras do Pedro) voando, viseiras quebradas e pilotos feridos com detritos que se soltaram do asfalto.
No sábado, um buraco (o buraco do Caiado) surgiu na reta principal após a classificação, atrapalhando a programação e revelando mais uma fragilidade do autódromo recém-reformado (em uma obra sem licitação), que já havia apresentado pontos com alagamentos nos dias anteriores.
No domingo, o problema estava concentrado entre as curvas 10 e 12, onde o asfalto começou a esfarelar, causando a redução da corrida de 31 para 23 voltas, sem aviso prévio.
Seria poético, se não fosse trágico. Daria para parafrasear Carlos Drummond de Andrade, nos dois casos:
– No meio do traçado tinha um buraco. Tinha um buraco no meio do traçado. O buraco do Caiado.
– No meio do caminho tinha muitas pedrinhas. Tinha muitas pedrinhas no meio do caminho. As pedrinhas do Pedrinho. Ou, as pedras do Pedro mesmo, sem diminutivo, para não tornar brincadeira uma situação tão grave.
O buraco do Caiado é mais embaixo. É de milhões! Mais precisamente, R$ 250 milhões em recursos públicos, ou seja, do povo, do contribuinte, meu, seu, para essa reforma vergonhosa que precisa ser explicada (explica aí, Pedro Sales!).
Agora, para que esse assunto não morra, um apelo ao Ministério Público, em forma de poema:
– MP, MPzinho, que tal investigar para descobrir o que fizeram com nosso dinheirinho?
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