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OMS alerta sobre crise grave de saúde em Cuba

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou nesta quarta-feira (25) profunda preocupação com a atual situação da saúde pública em Cuba. Essa crise ocorre em meio a um bloqueio de combustíveis imposto pelos Estados Unidos, que agravou a crise energética na ilha.

Cuba tem enfrentado diversos apagões desde o final de 2024, incluindo dois recentes, causados pelo desgaste das usinas e pela escassez de combustível.

Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou em sua conta no X que a saúde deve ser preservada a qualquer custo e não deve depender de questões geopolíticas, bloqueios energéticos ou cortes no fornecimento de energia elétrica.

Ele ressaltou que a situação do país é crítica enquanto Cuba luta para manter os serviços de saúde funcionando durante tempos tão turbulentos, destacando que a falta de energia tem impactado diretamente o atendimento médico.

O sistema de geração elétrica em Cuba está bastante debilitado, e o corte de energia por longas horas em várias regiões tornou-se comum.

Essa situação piorou após a deposição do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma ação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro e as ameaças do presidente americano Donald Trump de sancionar países que forneçam petróleo para Cuba.

Desde 9 de janeiro, nenhum navio petroleiro chegou à ilha, provocando redução nos voos de companhias aéreas e um impacto severo no turismo, setor fundamental para a economia local.

Tedros também informou que hospitais em Cuba estão enfrentando grandes dificuldades para manter suas operações, especialmente nas unidades de emergência e terapia intensiva.

No último mês, milhares de cirurgias foram adiadas. Pacientes que necessitam de cuidados, incluindo pessoas com câncer e gestantes, estão expostos a riscos devido à falta de energia para os equipamentos médicos e para conservar vacinas.

Tedros enfatizou a importância de apoiar hospitais, clínicas e ambulâncias cubanas para que possam continuar salvando vidas em meio a essa crise.

Além das quedas de energia frequentes, o aumento dos preços dos combustíveis, a escassez do transporte público e o acúmulo de lixo, causado pela paralisação dos caminhões de coleta, têm tornado o cotidiano na ilha ainda mais difícil.

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