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Operação investiga escritórios por supostos subornos com irmã de Milei

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A Justiça da Argentina efetuou uma ação nesta sexta-feira (29) em escritórios da Agência Nacional de Deficiência (Andis) e da distribuidora Suiza Argentina no âmbito de uma investigação que envolve possíveis atos de corrupção com Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei.

O episódio veio à tona após a divulgação, em 19 de agosto, de gravações nas quais o ex-chefe da Andis, Diego Spagnuolo, afirma que a irmã do presidente, que também ocupa o cargo de secretária-geral do governo, recebia 3% dos valores pagos pela agência para aquisição de medicamentos.

Nessas conversas, Spagnuolo, que foi afastado do cargo na quinta-feira da semana passada, menciona ter alertado o presidente acerca do suposto esquema.

Desta vez, as ações ocorreram em quatro sedes da Andis e da distribuidora Suiza Argentina em Buenos Aires, onde a polícia buscou documentos relacionados à investigação.

Karina Milei não se manifestou publicamente sobre o caso, enquanto Javier Milei negou as acusações dizendo: “Tudo o que (Spagnuolo) afirma é falso, iremos levá-lo à justiça para demonstrar que mentiu”. A declaração foi dada durante um evento de campanha que sofreu ataques de manifestantes.

A Secretaria Presidencial acusou nas redes sociais que há um “uso político da oposição em ano eleitoral”. No dia 26 de outubro, acontecem eleições legislativas nacionais, onde parte do Congresso será renovada, enquanto em setembro ocorrem eleições na província de Buenos Aires, a mais populosa do país.

A empresa Suiza Argentina informou em nota que agiu “em total conformidade com as leis vigentes” e que está “à disposição das autoridades e órgãos de fiscalização”. A declaração foi compartilhada por Javier Milei em seu Instagram.

Até o momento, não há detenções relacionadas ao caso.

Em uma das buscas, a polícia realizou apreensão na casa de Jonathan Kovalivker, um dos donos da distribuidora, onde seu irmão Emmanuel tentou sair do local carregando 266 mil dólares (equivalente a 1,4 milhões de reais) em envelopes.

No suposto esquema corrupto, também é citado Eduardo “Lule” Menem, assistente de Karina Milei e sobrinho do ex-presidente Carlos Menem (1989-1999).

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