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Oposição denuncia Ibaneis Rocha na Câmara do DF e no STJ
A oposição ao governo do Distrito Federal apresentou recentemente denúncias na Câmara Legislativa e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador Ibaneis Rocha (MDB), em meio a investigações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.
Os partidos PSB e Cidadania protocolaram, no último dia 23, pedidos de impeachment contra o governador na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), enquanto o PSOL apresentou uma denúncia separada no mesmo dia.
Essas ações ocorreram após revelações de que o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarou em depoimento à Polícia Federal (PF) que teve conversas diretas com Ibaneis sobre a possível venda da instituição ao banco estatal.
Ibaneis Rocha confirmou o encontro com Vorcaro, mas negou ter discutido a venda do Banco Master para o BRB. Em suas palavras, “Entrei mudo e saí calado”.
A assessoria do governo do Distrito Federal ainda não comentou sobre o caso até a publicação desta matéria.
O prosseguimento das denúncias na CLDF está na mão do presidente da Casa, deputado distrital Wellington Luiz (MDB), aliado do governador. Ele classificou os pedidos como “de cunho político” e relacionados ao período eleitoral. Segundo ele, “parece evidente que, por ser um ano eleitoral, esses partidos opositores estão apenas marcando posição”.
Wellington Luiz explicou que os pedidos estão sob análise da Procuradoria da Câmara para verificar se cumprem os requisitos formais para tramitação. Ele acrescentou que Ibaneis ainda não se reuniu com sua base de apoio, mas um encontro está previsto após a volta dos trabalhos legislativos, em 3 de fevereiro.
Além disso, cinco partidos — PT, Rede, PDT, PCdoB e PV — entraram com uma notícia de fato no STJ solicitando a investigação de possíveis crimes comuns e atos de improbidade administrativa atribuídos a Ibaneis Rocha no contexto do caso envolvendo o BRB e o Banco Master. Esses partidos também pedem o afastamento do governador para garantir a imparcialidade da apuração.
Com esse protocolo, caberá ao STJ encaminhar o caso ao Ministério Público Federal (MPF), que irá decidir sobre a abertura de investigações. A senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) defende o afastamento do governador para assegurar transparência no processo, afirmando que isso é fundamental para que a investigação ocorra sem influências políticas.
O deputado distrital Fábio Felix (PSOL) também solicitou ao MPF a abertura de uma investigação contra o governador e o bloqueio de seus bens. A oposição prepara ainda novo pedido de impeachment para ser apresentado com a retomada dos trabalhos legislativos.
O caso envolvendo o Banco Master está sendo analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que assumiu o processo após a menção ao deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) em documentos apreendidos. Inicialmente, o caso tramitava no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), mas foi levado ao STF a pedido da defesa de Daniel Vorcaro, alegando a presença de autoridade com foro privilegiado.
Reportagens indicam que um dos investigados, Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, teria adquirido a participação dos irmãos do ministro Toffoli em um resort no Paraná. A sede da empresa está localizada no endereço residencial de um dos irmãos do ministro, e a cunhada do ministro declarou que seu marido nunca foi proprietário desse resort. O ministro também enfrenta críticas por ter viajado em jatinho particular com o advogado do Banco Master, Augusto Arruda Botelho, para assistir à final da Libertadores em Lima, no Peru.

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