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oposição quer prisão de moraes e aumenta pressão por ética no stf
Parlamentares contrários ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitam a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após a divulgação de comunicações entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro no mesmo dia em que Moraes teria sido preso pela Polícia Federal, em novembro de 2025.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou com veemência: “Por muito menos, Alexandre de Moraes já teria prendido a si mesmo. Ele precisa ser afastado do STF e ir direto para a prisão por ações incompatíveis com a magistratura.”
O líder da minoria na Câmara, Gustavo Gayer (PL-GO), destacou a ausência de mensagens entre Vorcaro e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, nas mensagens extraídas do celular do banqueiro. Segundo o jornal O Globo, há um contrato no valor de R$ 129 milhões entre o banco de Vorcaro e o escritório de Viviane Barci.
Gayer comentou: “O mais surpreendente é que Vorcaro pagava R$ 3,6 milhões por mês para a esposa de Moraes, mas nunca entrou em contato ou trocou mensagem com ela.”
Dados coletados do celular de Vorcaro indicam que ele reportava a Moraes sobre negociações da venda do banco e provavelmente discutiam o inquérito sigiloso em andamento na Justiça Federal de Brasília.
Para o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a situação do ministro é insustentável: “Com essas evidências, Alexandre de Moraes, o ditador da toga, está em situação insustentável. Congresso, PGR e Suprema Corte precisam agir imediatamente.”
Outras comunicações revelam que Vorcaro consultou o ministro sobre a lista de convidados para um fórum jurídico em Londres, em abril de 2024. Moraes determinou que o empresário Joesley Batista, da J&F, fosse excluído do evento, e Vorcaro levou essa decisão à organização.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) declarou: “Fica claro que Brasília não se trata de separação dos poderes, mas de proteger aliados que mantêm o status quo.”
Para manter o sigilo, Vorcaro e Moraes usavam blocos de notas com capturas de tela enviadas com visualização única, o que impossibilita o acesso às respostas do ministro, mas as anotações de Vorcaro permaneceram no aparelho.
O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) questionou a lógica: “Moraes condenou a exclusão de mensagens no caso da Débora do Batom como ‘desprezo pelo Judiciário e pela ordem pública’. Como se justifica enviar mensagens com visualização única para responder a um criminoso?”
Também do Novo, o senador Eduardo Girão (CE) afirmou que o partido estuda providências institucionais: “É inacreditável considerar que as mensagens temporárias apagadas foram erro, assim como contratou-se ‘serviços advocatícios’ milionários da esposa de Moraes por acaso. Vamos agir por ética na República diante dessas revelações.”
Do lado governista, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) cobrou a criação de um código de ética para o STF: “Essas conexões são tão impróprias que Moraes as negou veementemente, o que só evidencia a gravidade e possíveis desdobramentos caso Vorcaro revele mais.”
O líder do PSOL na Câmara, Tarcísio Motta (RJ), defendeu a transparência e afirmou que “nenhuma autoridade está acima do escrutínio democrático”. Segundo ele, as suspeitas levantadas comprometem a confiança nas instituições, sendo fundamental uma investigação séria e responsável.
A deputada Heloísa Helena (Rede-RJ) pressiona pela instalação de uma CPI para investigar o Banco Master na Câmara dos Deputados, afirmando que essa seria uma ferramenta aberta e transparente para evitar qualquer proteção ao que chamou de banditismo político.
Duas CPIs relacionadas ao Banco Master já foram protocoladas: uma originada no governo, por iniciativa do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), e outra da oposição, de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Apesar do apoio majoritário para abertura da comissão, existe resistência na liderança do Congresso.

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