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Organizações solicitam veto à criação da licença indenizatória no Congresso

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Dez instituições da sociedade civil encaminharam ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um pedido para vetar integralmente dois projetos de lei aprovados pelo Congresso que estabelecem a licença compensatória para funcionários da Câmara dos Deputados e do Senado.

De acordo com essas entidades, a formalização desse benefício — conhecido como “penduricalho” — resultará em pagamentos acima do teto salarial, aumentando os gastos públicos e podendo gerar um efeito dominó na administração pública.

O sistema da licença indenizatória, se adotado, permitiria que servidores da Câmara tivessem até um dia de folga para cada três dias trabalhados, com limite de dez dias por mês. Para o Senado, a proporção varia entre um dia de licença a cada dez e um dia a cada três dias laborados.

Os projetos aprovados permitem que os dias de licença não usufruídos sejam convertidos em pagamento em dinheiro, isentos de imposto de renda e contribuição previdenciária.

Na quinta-feira (5), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino emitiu uma decisão suspendendo o pagamento de verbas indenizatórias que não tenham previsão legal explícita. Esse fato torna o pedido de veto encaminhado ao presidente ainda mais crucial, pois a aprovação dos projetos contrariaria a decisão do ministro.

Para essas organizações civis, sancionar essa lei representaria um retrocesso, reintroduzindo benefícios já extintos, como a licença-prêmio por assiduidade.

Também segundo as entidades, órgãos do Judiciário e do Ministério Público mantêm benefícios semelhantes por meio de resoluções internas. Uma análise feita pela Transparência Brasil e República.org aponta que o Judiciário gastou, em 2024, cerca de R$ 1,2 bilhão com licença compensatória para aproximadamente 10,7 mil magistrados.

A coalizão de entidades que solicitou o veto é composta por República.org, Transparência Brasil, Associação Fiquem Sabendo, Centro de Liderança Pública, Livres, Movimento Brasil Competitivo, Movimento Orçamento Bem Gasto, Movimento Pessoas à Frente, Plataforma Justa e Transparência Internacional – Brasil.

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