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Economia

Ouro cai ligeiramente com dúvidas sobre juros nos EUA e tensões globais

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O ouro registrou uma pequena queda nesta quinta-feira, 8, marcando o segundo dia seguido de baixa, após oscilar e terminar próximo da estabilidade nas últimas horas de negociação. O mercado avalia o impacto das tensões internacionais, especialmente entre os Estados Unidos, Venezuela e Groenlândia, junto com declarações de autoridades do Federal Reserve (Fed) sobre o caminho das taxas de juros para este ano.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em fevereiro encerrou com queda de 0,04%, cotado a US$ 1.460,70 por onça-troy.

Logo pela manhã, o metal prezado sofreu uma queda maior, pressionado pelo fortalecimento do dólar e dos juros dos títulos do Tesouro americano, impulsionados por dados econômicos recentes dos EUA relacionados ao comércio e ao emprego. Durante o dia, o ouro conseguiu recuperar parte das perdas e chegou a mostrar ganhos modestos, porém a alta não se manteve, mesmo com indícios de possíveis cortes nas taxas de juros pelo Fed.

Em entrevista, Stephen Miran, diretor do Banco Central dos EUA, mencionou a expectativa de reduções nas taxas de juros em 150 pontos-base neste ano, destacando que a política monetária esteve “muito restritiva” nos últimos meses. Seguindo essa linha, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, ressaltou que taxas de juros mais baixas são essenciais para o crescimento econômico futuro.

Quanto aos aspectos geopolíticos, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, planeja reuniões na próxima semana com autoridades da Dinamarca e da Groenlândia para discutir a intenção dos EUA de adquirir a ilha autônoma, que possui grandes reservas de matérias-primas estratégicas. A chefe da Diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, indicou que tem conversado com outros líderes europeus para definir uma resposta coletiva caso a proposta americana se concretize.

Segundo análise do Swissquote Bank, o ouro enfrenta forte resistência ao se aproximar de suas máximas históricas, mas continua sendo visto como uma reserva de valor importante diante da redução do interesse pelo dólar americano.

Entre outros metais preciosos, a prata para entrega em março caiu 3,18%, chegando a US$ 75,14 por onça-troy. A platina para abril chegou a recuar 2% durante o pregão, porém finalizou com queda menor de 0,69%, cotada a US$ 2.253,00, enquanto o paládio reverteu perdas e subiu 0,75%, atingindo US$ 1.798,50, às 15h40 (horário de Brasília).

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