Economia
Ouro cai mais de 2% e fica abaixo de 5 mil dólares com conflito e decisão do Fed
O contrato mais negociado do ouro registrou uma queda superior a 2% nesta quarta-feira, 18, caindo para menos de 5 mil dólares por onça-troy. Especialistas destacam uma reversão das tendências que impulsionaram os preços no início do ano, que envolviam receios sobre a independência do Federal Reserve (Fed), expectativas de cortes nas taxas de juros pelo banco central dos EUA e a desvalorização do dólar.
O prolongamento do conflito no Oriente Médio está relacionado a essas mudanças e afeta o mercado também pela redução da demanda de países do Golfo pelo metal precioso. Nesta quarta, investidores aguardam a decisão do Fed, na qual é amplamente previsto que as taxas de juros sejam mantidas.
No mercado da Comex, unidade de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril fechou em baixa de 2,24%, a 4.896,2 dólares por onça-troy. Por sua vez, a prata para maio caiu 2,79%, cotada a 77,59 dólares por onça-troy.
O TD Securities alerta que “o ouro está próximo de um colapso”. Segundo a instituição, é necessário cautela diante da leitura equivocada do mercado sobre a diminuição das posições em aberto na CME, que na verdade resulta principalmente da desalavancagem por parte de fundos quantitativos. A aposta na desvalorização do dólar atraiu grande participação institucional, mas o ritmo dessa desvalorização é incerto.
O TD Securities observa que a oferta de moeda cresce a uma taxa mais alinhada com o crescimento do PIB do que nunca antes, enquanto o Fed está em pausa. Além disso, ressalta preocupações quanto à independência do Fed, que foram amenizadas pelos recentes obstáculos enfrentados na confirmação do presidente do banco central e por uma decisão da Suprema Corte no caso de Lisa Cook.
A aposta na queda do dólar é considerada frágil e, embora a compra de ouro por bancos centrais proporcione uma saída aos investidores, essa atividade diminuiu no último ano. O conflito no Oriente Médio deverá desencadear quedas adicionais nas compras oficiais, devido ao impacto da guerra nas economias da região do Golfo.

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