Economia
Ouro sobe com incertezas sobre Groenlândia
O ouro registrou alta nesta quinta-feira, 22, pela terceira sessão seguida, mantendo seu rali acima de US$ 4.800 por onça-troy. Esse movimento foi impulsionado pelas dúvidas em torno da situação da Groenlândia, mesmo após o presidente norte-americano Donald Trump ter desistido da ameaça de impor novas tarifas aos países europeus devido à questão da ilha no Ártico.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em fevereiro fechou com aumento de 1,57%, cotado a US$ 4.913,40 por onça-troy.
A prata para vencimento em março também subiu, avançando 4,03%, a US$ 96,37 por onça-troy.
Pela manhã, o metal precioso apresentou leve baixa diante de sinais de melhora nas relações entre EUA e Europa, após a declaração de Trump de que as tarifas previstas para vigorar em 1º de fevereiro não seriam aplicadas. Além disso, a perspectiva geopolítica sobre o Ártico teve melhora com o anúncio de uma possível estrutura para um acordo futuro relacionado à Groenlândia.
Na parte da tarde, o primeiro-ministro da Groenlândia, que é parte da Dinamarca, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que existem limites inegociáveis para a região e negou estar a par dos detalhes do suposto acordo entre Trump e o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte. “Não sei o que há de concreto sobre esse acordo com os EUA”, declarou.
Na análise do Swissquote Bank, a valorização do ouro reflete o ceticismo dos investidores diante do cenário atual. O Goldman Sachs elevou sua previsão para o preço do ouro até o final do ano para US$ 5.400 por onça-troy, acima da estimativa anterior de US$ 4.900. O UBS mantém expectativa semelhante.
No âmbito macroeconômico, os dados da inflação PCE foram compatíveis com as expectativas e não influenciaram as apostas do mercado sobre cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.
Segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group, as expectativas indicam manutenção dos juros em janeiro, com reduções projetadas para o restante do ano, podendo atingir faixas entre 3,25% a 3,50% e 3,0% a 3,25%. Cortes nos juros tendem a favorecer o ouro.

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