Economia
Ouro sobe com tensão no Oriente Médio
O ouro, principal metal precioso negociado, registrou alta nesta quarta-feira, 25, em meio a um ambiente de cautela diante dos eventos no Oriente Médio, especialmente sobre as especulações acerca de um possível acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Analistas destacam que o mercado do ouro ainda se mantém pressionado, sem grandes mudanças à vista no curto prazo relativas ao conflito.
No mercado Comex da Bolsa de Nova York, o ouro para entrega em abril fechou com valorização de 3,41%, cotado a US$ 4.552,3 por onça-troy. A prata para maio também avançou 4,43%, chegando a US$ 72,64 por onça-troy.
TD Securities comenta que o ouro continua sendo visto como um refúgio seguro. Entretanto, seu comportamento está alinhado com os riscos em um contexto de estagflação e tensões geopolíticas. Segundo o banco, os movimentos do setor oficial estão ligados às balanças comerciais, pois países buscam diversificar reservas para diminuir a dependência do dólar, gerando uma correlação positiva entre ouro e crescimento econômico global.
Após a guerra envolvendo o Irã, houve ajustes nos mercados de juros, mas a queda no ouro é mais atribuída a uma alteração nos fluxos oficiais devido aos impactos econômicos nos importadores de energia e produtores na região, conforme análise da instituição.
Sem o suporte estrutural do setor oficial, os investidores institucionais ficaram expostos, resultando em liquidações significativas, que ainda podem continuar nas próximas semanas, conforme as projeções para os consultores de negociação de commodities (CTAs).
Em relação a movimentações recentes, o secretário do Interior, Doug Burgum, informou ter transportado cerca de US$ 100 milhões em ouro da Venezuela para refinarias dos Estados Unidos. Esta ação ocorreu após sua visita ao país sul-americano no início do mês, onde encontrou a presidente interina Delcy Rodríguez e líderes do setor de mineração.


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