Conecte Conosco

Notícias Recentes

Pacheco quer que Lula feche acordo para MDB ou União não apoiarem Flávio

Publicado

em

O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) aguarda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva selar um acordo nacional com os partidos antes de lançar-se como candidato ao governo de Minas Gerais. O senador está deixando o PSD e negocia com MDB e União Brasil, mas quer a garantia de que o partido para o qual irá não apoie a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Pacheco e Lula estiveram juntos no sábado em visita às cidades da Zona da Mata de Minas, afetadas por enchentes recentemente. Aliados do ex-presidente do Senado indicam que a candidatura de Pacheco ao governo depende da articulação do governo e do próprio Lula.

Segundo relatos, Pacheco não mostra resistência em ser candidato em Minas e abrir um palanque para o petista, mas quer ter a certeza da viabilidade de sua entrada na disputa antes de decidir.

O senador tem proximidade com os comandos do MDB e do União Brasil em Minas, pois foi filiado a esses partidos antes do PSD. Porém, o entorno de Pacheco considera inútil fechar um acordo estadual se nacionalmente essas legendas apoiarem a candidatura de Flávio Bolsonaro.

A avaliação é que MDB e União Brasil fazem acenos ao bolsonarismo, mesmo mantendo diálogo com Lula.

Há preocupação de que a cúpula nacional do MDB possa indicar a vice do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em sua tentativa de reeleição, o que dificultaria uma candidatura de Pacheco pelo MDB em Minas. O União Brasil também mantém relações com o bolsonarismo e formalizou recentemente um acordo com Flávio Bolsonaro para o palanque no Rio.

Mesmo assim, o senador espera que Lula negocie diretamente com as lideranças dessas legendas e que possa obter apoio formal para sua reeleição no Palácio do Planalto. Uma das estratégias inclui oferecer a candidatura a vice de Lula ao MDB.

Decisões precisam ser tomadas em pouco mais de um mês, já que a partir de 4 de abril, candidatos não poderão mais trocar de partido.

Mesmo que não seja garantido que o próximo partido de Pacheco formalize apoio na coligação de Lula, aliados do senador afirmam que o presidente deve assegurar que a sigla ao menos permanecera neutra e não se junte a Flávio Bolsonaro.

Além do diálogo direto entre Lula e as cúpulas partidárias, ministros do MDB — Renan Filho (Transportes), Simone Tebet (Planejamento) e Jader Filho (Cidades) — e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), devem intensificar as negociações nacionais com essas siglas.

Ao lado do senador, Lula fez elogios a Pacheco: “Trouxe comigo um convidado especial, que é o companheiro Pacheco. A gente estava há muito tempo sem conversar, e eu disse: ‘Vamos conversar um pouquinho'”, comentou o petista.

Pacheco precisará mudar de partido para concorrer ao governo de Minas Gerais, uma vez que o PSD filiou o vice-governador Matheus Simões no final do ano passado com intenção de lançá-lo candidato.

Além de Lula, Flávio Bolsonaro também não tem palanque definido em Minas. A direita está dividida entre as pré-candidaturas de Simões, do senador Cleitinho (Republicanos) ou lançar um candidato próprio do PL.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados