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Padre Airton Freire é inocentado da acusação de estupro

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Padre Airton Freire foi declarado inocente pela Justiça de Pernambuco em relação à acusação de estupro, segundo seus advogados. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (30), embora não tenha sido confirmada pelo Tribunal de Justiça do estado (TJPE).

O religioso ganhou reconhecimento após fundar a Fundação Terra, em Arcoverde, no Sertão pernambucano, que desenvolve projetos sociais e religiosos.

Em julho de 2023, Padre Airton foi acusado por quatro mulheres e um homem de abusos sexuais, incluindo estupro. Um dos inquéritos resultou em sua prisão preventiva, posteriormente convertida em prisão domiciliar devido a questões de saúde.

O julgamento ocorreu na Vara Única de Buíque, no Agreste, sob direção do juiz Felipe Marinho dos Santos, que, conforme a defesa, o considerou inocente da acusação.

As evidências técnicas reunidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público durante a investigação contrariaram a versão da principal denunciante, inviabilizando a comprovação do crime, conforme divulgado pela defesa.

Além disso, Padre Airton e o motorista acusado de realizar o estupro sob suas ordens foram ambos absolvidos. A advogada responsável pela defesa, Mariana Carvalho, afirmou que os dados periciais demonstram que as declarações de Silvia, a denunciante, não correspondiam aos fatos.

O TJPE não confirmou a absolvição e ressaltou que o processo permanece sob segredo de justiça.

Relembre o caso

A absolvição refere-se à acusação feita por Silvia Tavares de Souza, a primeira a denunciar o padre. Segundo seu depoimento, o crime teria acontecido durante um retiro espiritual na Fundação Terra, quando foi chamada por Padre Airton Freire para uma massagem na casa dele.

Durante a situação, ela percebeu que ele estava sem roupa e resolveu sair, mas alega ter sido impedida pelo motorista do padre, que a ameaçou com uma faca no pescoço. Conforme a denúncia, o motorista teria praticado o estupro sob ordens do religioso, que supostamente se masturbava enquanto assistia.

O estupro teria ocorrido em 2022, mas Silvia só denunciou em 2023.

Após essa denúncia, outras pessoas também relataram abusos. Padre Airton foi acusado de crimes sexuais, abuso psicológico e outras formas de agressão contra mulheres que participavam das atividades ou trabalhavam na Fundação Terra.

Investigações da Polícia Civil indicam que algumas vítimas foram submetidas a controle mental, isolamento, humilhações, punições físicas e abusos sexuais, frequentemente justificados como práticas espirituais, penitência ou processos de cura religiosa.

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