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Pagamento por cartão avança no metrô e ônibus de São Paulo
Semelhante ao que já é comum em comércios e pedágios, o pagamento por aproximação usando cartões de crédito e débito, assim como smartphones e relógios inteligentes, está começando a ser implementado no transporte público de São Paulo.
Embora alguns ônibus e linhas de metrô estejam testando essa tecnologia, ela ainda é menos usada em comparação com os métodos tradicionais, como o Bilhete Único na capital paulista e o Bilhete Top na região metropolitana.
Atualmente, os ônibus intermunicipais sob responsabilidade da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) são os que mais utilizam essa tecnologia. Segundo a empresa Autopass, responsável pela bilhetagem, mais de 370 linhas e cerca de 4 mil veículos possuem o pagamento por aproximação.
Além disso, a Autopass também gerencia a venda de bilhetes em algumas linhas de trem e metrô, tanto públicas quanto privatizadas, com tecnologia disponível nas estações Osasco, Granja Julieta, Campo Belo, João Dias da ViaMobilidade; Jabaquara, Trianon-Masp e Belém do Metrô; Consolação da ViaQuatro; e Barra Funda, Brás, Tatuapé, Ipiranga e Aeroporto-Guarulhos da CPTM desde 2023, conforme informado pela empresa.
Na capital paulista, o pagamento por aproximação começou a ser expandido recentemente. Em dezembro, o Metrô anunciou que cartões físicos das bandeiras Mastercard, Visa e Elo passam a ser aceitos em todas as estações das linhas 1-Azul e 3-Vermelha. O projeto será estendido em breve para as linhas 2-Verde e 15-Prata. Por enquanto, o pagamento com cartões possui uma catraca exclusiva, diferentemente do sistema da Autopass, que aceita bilhetes convencionais e cartões bancários.
Também há um projeto-piloto em andamento em doze linhas de ônibus da capital e nos terminais do Expresso Tiradentes, administrados pela SPTrans. Os terminais que aceitam o pagamento por aproximação são sinalizados com as bandeiras das operadoras de cartões de débito e crédito, e a tarifa é cobrada diretamente na fatura ou extrato bancário do usuário.
Adesão dos passageiros
Como muitos projetos ainda estão em fase experimental, as concessionárias aguardam os próximos meses para analisar a aceitação dessa modalidade de pagamento entre os usuários. No caso do metrô, o primeiro balanço deve ser apresentado no início de 2026. As demais empresas não divulgaram dados comparativos entre os pagamentos por aproximação e os métodos tradicionais.
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte e da SPTrans, reforça que o Bilhete Único é um sistema consolidado, com cerca de 7 milhões de embarques por dia na capital. “O cartão oferece vantagens como o uso de até quatro ônibus em um intervalo de três horas, com o pagamento de apenas uma tarifa, além de descontos na integração entre ônibus, metrô e trem”, explica a administração municipal.
Para Horácio Figueira, especialista em engenharia de transportes, a tecnologia de pagamento com cartões é especialmente útil para passageiros ocasionais, como turistas e pessoas que viajam a negócios, além do público jovem habituado a esse método.
“Essa opção é prática para turistas e viajantes que não possuem dinheiro trocado. Esse avanço tecnológico é vantajoso para usuários eventuais, pois quem reside na cidade já conta com integração diária eficiente”, destaca o especialista.
No entanto, Horácio alerta que essa inovação sozinha não aumentará o número de usuários do transporte público, principalmente dos ônibus. “É necessário implementar medidas combinadas, como ampliar horários de faixas exclusivas para ônibus e melhorar o fluxo do sistema. Não basta apenas implementar o pagamento por cartão ou celular se o sistema de ônibus não for eficiente”, finaliza.


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