Economia
Pagamentos de R$ 300 mil por mês a Lulinha, diz testemunha
O relatório da CPI do INSS que sugeriu o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, informa que ele recebeu mensalmente R$ 300 mil de Antônio Carlos Antunes, o Careca do INSS, figura central no escândalo investigado. O pedido de indiciamento da comissão abrange acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência.
A investigação conduzida pela Polícia Federal, citada no relatório, demonstra que o Careca do INSS mantinha uma relação próxima com Fábio Luís Lula da Silva, que ultrapassava uma simples amizade ou contato social.
Um depoimento de Edson Claro, ex-funcionário do Careca, revelou que o lobista realizava repasses mensais de cerca de R$ 300 mil ao filho do presidente Lula, e que ele exibia publicamente essa ligação diante de parceiros comerciais e fornecedores.
Essa testemunha também mencionou que o Careca do INSS teria antecipado 25 milhões em valores não especificados, relacionados a projetos chamados “Projeto Amazônia” e “Projeto Teste de Dengue”.
O pedido de indiciamento a Lulinha fundamenta-se ainda na relação empresarial dele com Roberta Moreira Luchsinger, descrita como uma “amiga íntima” e principal contato entre ele e o Careca do INSS.
Além disso, o relatório propõe o indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O documento envolve empresários, dirigentes de entidades, operadores financeiros, servidores públicos e facilitadores do esquema.
A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, reagiu ao pedido de indiciamento com veemência, afirmando que é uma reação política da oposição que não apresenta propostas para o país e visa prejudicar o governo atacando o filho do presidente:
“O pedido de indiciamento revela apenas o caráter eleitoral da atuação do relator, descaracterizando a função legítima de fiscalização conferida ao parlamento pela Constituição Federal.
Não existe nenhuma prova nos autos que justifique essa acusação. Se não fosse uma situação grave, seria até risível.
Fábio não tem qualquer ligação direta ou indireta com os fatos investigados pela CPMI do INSS.
O vazamento ilegal de seus dados bancários só reforça o que a defesa sempre afirmou desde o início.”


Você precisa estar logado para postar um comentário Login