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Pai de crianças resgatadas na selva em 2023 é considerado culpado por abuso

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A Justiça da Colômbia declarou nesta segunda-feira (7) o pai de duas das quatro crianças indígenas que ficaram perdidas por 40 dias na floresta amazônica colombiana em 2023, culpado pelos crimes de estupro e abuso sexual contra menor de idade.

De acordo com um representante da Promotoria ouvido pela AFP, o juiz determinou que Manuel Ranoque é culpado, e a sentença será formalizada em breve.

Conhecido pela mídia durante as buscas pelas crianças, Ranoque foi detido no mesmo ano do resgate, poucos meses depois dos fatos.

O acusado enfrentará condenação pelos crimes de atos sexuais com crianças menores de 14 anos e relação sexual forçada, infrações que, na Colômbia, preveem penas que podem chegar a 20 anos de prisão, conforme informou a Promotoria.

Manuel Ranoque é pai biológico das duas crianças na época com 1 e 5 anos de idade.

As quatro crianças sobreviveram a um desastre aéreo no qual viajavam com a mãe e outros dois adultos, sendo as únicas sobreviventes.

O resgate aconteceu após mais de um mês na densa floresta do sudeste da Colômbia, em uma impressionante história de sobrevivência que chamou atenção mundial.

Integrante da etnia Huitoto, Ranoque chegou a participar da ação de busca.

Durante o tempo na selva, as crianças se alimentaram de uma embalagem de farinha de mandioca encontrada no avião e dos frutos que conseguiram coletar na natureza. Após o resgate, ficaram sob os cuidados do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF).

A coragem e a história das crianças, assim como a cooperação entre militares e membros dos povos indígenas na operação de resgate, foram fontes de inspiração para obras literárias, cinematográficas e um documentário produzido pela Netflix.

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