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Paquistão e Afeganistão aceitam trégua no fim do Ramadã

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O Paquistão declarou nesta quarta-feira (18) uma pausa nos confrontos com o Afeganistão durante o feriado de Eid al-Fitr, que celebra o término do Ramadã.

O Ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, comunicou que a suspensão das hostilidades, válida de quinta-feira até a meia-noite de segunda-feira (horário local), foi estabelecida a pedido de nações islâmicas amigas, entre elas Arábia Saudita, Catar e Turquia.

Attaullah Tarar afirmou em sua conta no X que este ato representa um gesto de boa vontade alinhado às tradições islâmicas, mas ressaltou que qualquer ataque transfronteiriço ou ação terrorista dentro do Paquistão resultará no retorno imediato das operações militares com maior intensidade.

Antes do anúncio, cerimônias fúnebres foram realizadas no Afeganistão para vítimas de um ataque paquistanês a uma clínica de reabilitação em Cabul, que gerou uma promessa de retaliação por parte do governo talibã, embora mantenha aberta a possibilidade de negociações.

Nos arredores de Cabul, sob chuva, voluntários do Crescente Vermelho afegão transportavam vários caixões para uma vala comum preparada em terreno rochoso.

O Ministro do Interior, Sirajuddin Haqqani, declarou que as vítimas eram inocentes e foram atacadas por elementos criminosos poucos dias antes do final do mês sagrado do Ramadã. Ele expressou profundo pesar e solidariedade às famílias dos falecidos.

Sirajuddin Haqqani também enfatizou que o Afeganistão não deseja a guerra, mas que a situação atual exige esforços diplomáticos para resolver o conflito.

Segundo as autoridades talibãs, aproximadamente 400 pessoas perderam a vida e mais de 200 ficaram feridas no ataque, sendo este o episódio mais grave na escalada da violência entre os países vizinhos.

Enquanto Islamabad nega ter realizado o bombardeio intencionalmente, acusando o Afeganistão de abrigar militantes que atacam seu território, Cabul refuta essa acusação.

Equipes de resgate e jornalistas presenciaram a retirada de pelo menos 95 corpos dos escombros da clínica nos dias seguintes ao ataque, e especialistas humanitários confirmam um número elevado de mortos e feridos.

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