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Parlamentares do Reino Unido pedem liberação de documentos sobre ex-príncipe Andrew

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Deputados britânicos solicitaram ao governo a liberação de documentos referentes à nomeação do ex-príncipe Andrew como representante especial para o Comércio Internacional em 2001, após sua detenção recente ligada ao caso Epstein.

O irmão do rei Charles III foi detido por 11 horas na última quinta-feira, devido à sua ligação com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein, gerando um impacto significativo na monarquia britânica.

Andrew foi preso sob suspeita de má conduta enquanto exercia o cargo de representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional entre 2001 e 2011.

Documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA indicam que o então príncipe pode ter compartilhado informações confidenciais com Epstein, que morreu por suicídio na prisão em 2019.

O pedido dos deputados foi feito logo após a libertação sob fiança do ex-embaixador britânico nos EUA, Peter Mandelson, que também estava sob investigação por conexões com Epstein.

Peter Mandelson foi detido anteriormente por suposta negligência enquanto ministro da Indústria entre 2008 e 2010.

Moção no Parlamento

O Partido Liberal Democrata anunciou que apresentará uma moção para que o governo libere todos os documentos relacionados à nomeação do ex-príncipe Andrew. Os conservadores também apresentaram pedido similar no caso de Mandelson.

O líder do partido, Ed Davey, afirmou que é necessário tornar públicos documentos de verificações e correspondências ministeriais relacionadas ao tema.

A ministra da Educação, Bridget Phillipson, declarou que o governo esclarecerá sua posição sobre a moção e que não divulgará documentos que prejudiquem investigações em andamento.

Ela ainda confirmou a intenção do governo de liberar em março documentos sobre a nomeação de Mandelson em Washington.

Pressão política

Ed Davey defendeu o fim da impunidade e a revisão de regras que impedem o escrutínio em cargos públicos, reforçando a necessidade de responsabilização.

Embora as duas investigações sejam distintas, declarações de Peter Mandelson em 2001 elogiaram Andrew como qualificado para representar o comércio do Reino Unido.

O biógrafo do ex-príncipe, Andrew Lownie, afirmou que Mandelson e o então primeiro-ministro trabalhista Tony Blair foram responsáveis pela nomeação de Andrew.

O caso também colocou o primeiro-ministro Keir Starmer sob pressão, acusado de nomear Mandelson mesmo ciente de suas ligações com Epstein. Starmer pediu desculpas às vítimas e demitiu seu chefe de gabinete e diretor de comunicação.

Apesar das críticas, Starmer afirmou que seu governo está unido e forte, tentando afastar rumores sobre uma possível renúncia.

O líder do Partido Trabalhista Escocês, Anas Sarwar, chegou a pedir a renúncia de Starmer pelo envolvimento na nomeação de Mandelson.

O governo britânico poderá divulgar uma grande quantidade de documentos relacionados a Mandelson, incluindo correspondências com membros do governo.

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