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Pastor afirma maldição contra participantes de escola de samba que homenageou Lula

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O pastor Elias Cardoso, da Assembleia de Deus de Perus em São Paulo, declarou durante um culto na segunda-feira (16) que os envolvidos no desfile da Acadêmicos de Niterói homenageando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentarão problemas de saúde na garganta.

O comentário surgiu após o desfile ocorrido no domingo (15), que trouxe uma ala chamada “neoconservadores em conserva”, representando famílias religiosas dentro de latas. Essa representação gerou insatisfação entre evangélicos, que criticaram nas redes sociais tanto a escola de samba quanto o presidente.

“Não vamos responder às provocações que fizeram nas escolas de samba. […] Tripudiaram sobre nossa fé, mas responderemos com oração. Quando essas pessoas sofrerem com câncer na garganta, vão se lembrar de quem afrontaram”, afirmou o pastor num vídeo divulgado em suas redes sociais após o culto.

Além do pastor Elias Cardoso, outros líderes religiosos e figuras políticas de direita usaram ferramentas digitais para criar imagens satíricas com suas famílias em latas, ironizando o desfile. Outros sugeriram que tomarão medidas legais contra a escola de samba.

Entre os que se posicionaram, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que o desfile zombou da “fé cristã” e destacou que a laicidade não justifica humilhações, cobrando uma reação da Frente Parlamentar Evangélica. O presidente da bancada, deputado federal Gilberto Nascimento (PSD-SP), considerou a fantasia “inaceitável” e disse que o desfile tratou os conservadores como adversários.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) frisou que os evangélicos devem lembrar do evento nas próximas eleições. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), também criticaram o que definiram como ataque à fé dos brasileiros.

Romeu Zema acusou a escola de preconceito religioso, enquanto a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) condenou o uso de recursos públicos para ridicularizar a igreja evangélica.

A escola de samba não respondeu às críticas. Após o desfile, divulgou nota dizendo que enfrentou perseguições ao longo do processo carnavalesco, sofrendo ataques políticos e resistência de grupos conservadores.

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