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penitenciária de potim supera tremembé e recebe detentos famosos

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A Penitenciária II de Potim, localizada no interior de São Paulo, ultrapassou Tremembé em notoriedade após acolher o banqueiro Daniel Vorcaro na última quarta-feira (4). Atualmente, essa unidade prisional abriga diversos detentos célebres que anteriormente estavam em Tremembé, uma prisão conhecida por receber presos famosos.

No ano passado, o governo paulista tentou modificar o perfil de Tremembé, dispersando os detentos ilustres para outras penitenciárias. Entre os presos que ainda permanecem nessa unidade estão o ex-jogador Robinho e o empresário Thiago Brennand. A condenada Suzane von Richthofen também esteve recluída em Tremembé.

Desde janeiro, a Penitenciária II de Potim começou a receber alguns desses presos transferidos, como o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 104 anos por abuso sexual de pacientes, e Fernando Sastre, motorista envolvido em um acidente fatal em São Paulo em 2024. O empresário Sérgio Nahas, encarcerado pelo homicídio de sua esposa em 2002, também cumpre pena nessa unidade.

Na quarta-feira (4), o banqueiro e seu cunhado foram presos por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, durante a Operação Compliance Zero. Após passarem pela Polícia Federal em São Paulo, foram inicialmente encaminhados ao Centro de Detenção Provisória de Guarulhos e, na manhã seguinte, transferidos para Potim.

Condições precárias na Penitenciária II de Potim

Em relatório de agosto de 2023 da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, foram apontadas diversas irregularidades na penitenciária, incluindo problemas de higiene, alimentação, água contaminada e superlotação. A vistoria indicou que o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros estava vencido, faltavam colchões e camas para todos, as celas tinham ventilação inadequada, e a presença de pragas como ratos, baratas e escorpiões era constante.

Os detentos reclamaram especialmente da água para consumo, que estava quente e suja. Segundo o relatório, a água saía quente das torneiras, obrigando os presos a esperar para poder beber. Apesar da direção afirmar que a água era tratada e própria para beber, os presos discordaram, apontando sujeira visível em alguns recipientes.

A comida também foi alvo de críticas. Presos relataram que os alimentos eram mal preparados, frequentemente crus, com saladas sem higienização adequada e até contaminados com larvas, pedras e unhas.

A Secretaria de Administração Penitenciária foi procurada para comentar as condições da unidade, mas ainda não emitiu resposta.

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