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Pesquisadores criam ingredientes da maconha sem uso da planta

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Para o consumidor, os benefícios são o CBD e o THC de alta qualidade e baixo custo

Cannabis: mercado para o CBD pode aumentar para mais de US$ 20 bilhões até 2022, diz empresa de pesquisa (Blair Gable/Reuters)

São Paulo — As leveduras são organismo unicelulares de grande importância para a alimentação humana atualmente. São elas que nos permitem ter o pão, o vinho e, como deve imaginar, a cerveja. Agora, ela também faz maconha — ou quase isso. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley utilizaram engenharia genética para produzir, em laboratório, sem plantas, o THC (Tetraidrocanabinol) e o CBD (Canabidiol).

“Para o consumidor, os benefícios são o CBD e o THC de alta qualidade e baixo custo: você obtém exatamente o que você quer da levedura”, disse Jay Keasling, professor de engenharia química e biomolecular da Universidade da Califórnia Berkeley, e em bioengenharia. Em nota. “É uma maneira mais segura e ecológica de produzir canabinóides.”

Em artigo publicado na respeitada revista científica Nature, os pesquisadores reportam que modificaram a levedura para que ela tivesse um número de genes que é normalmente observado na planta da maconha. Eles obtiveram substâncias chamadas THCA e CBDA, que, quando aquecidas, se transformam em THC e CBD, respectivamente.

O canabidol pode ser usado para tratamento de crises epilépticas na infância e estudos sobre a aplicação para casos de ansiedade, Mal de Parkinson e dores crônicas ainda estão em curso.
A descoberta dos pesquisadores da Universidade da Califórnia Berkeley pode ajudar a investigação do uso dos ingredientes da maconha, uma vez que eles são difíceis de ser extraídos em grande quantidade — e essa também foi uma motivação dos pesquisadores ao investigar se as leveduras poderiam produzir outros ingredientes além de THC e CBD.

A nova técnica de produção de ingredientes da maconha também gera alguns que nem a própria planta é capaz de produzir. Por isso, os pesquisadores especulam sobre a possibilidade não só de ampliar os testes e criar novos tratamentos com os já conhecidos, mas também com essas novas substâncias conseguidas em laboratório.

Fonte Exame

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