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Petista responde ataque de Paes e cobra definição sobre neutralidade eleitoral do prefeito

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André Ceciliano, secretário de assuntos legislativos do Palácio do Planalto, rebateu as críticas feitas pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), classificando as declarações como uma “fala nervosinha”.

Paes afirmou que Ceciliano estaria se preparando para disputar a eleição indireta prevista para o meio do ano, após a desincompatibilização do governador Cláudio Castro (PL) para concorrer ao Senado, comparando seu nome ao do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União), que está preso e afastado do cargo.

Ceciliano negou qualquer intenção de concorrer a cargos além do de deputado estadual em 2026 e expressou surpresa com a atenção recebida do prefeito, destacando que tem conversado com deputados de diferentes visões sobre a eleição indireta, mas que apoiará o projeto apenas se isso ajudar na reeleição do presidente Lula no estado.

Ele também acusou Paes e seu grupo de indicarem neutralidade na eleição presidencial enquanto se aproximam de figuras bolsonaristas, como o pastor Silas Malafaia e o governador Cláudio Castro. Questionou se o prefeito será um verdadeiro aliado do presidente Lula ou se continuará a agir como um político que prioriza interesses pessoais.

Paes, ao anunciar sua candidatura ao governo, confirmou seu apoio a Lula, mas enfatizou que não pretende levar a campanha para o âmbito nacional. Ele também criticou Ceciliano, relacionando-o a Bacellar e afirmando que não será refém do mesmo grupo que influencia o governador Cláudio Castro.

Eleição indireta no Rio

Desde que Thiago Pampolha deixou o cargo de vice-governador para ingressar no Tribunal de Contas do Estado, o Rio está sem vice-governador. A Assembleia Legislativa terá que escolher alguém para governar o Palácio Guanabara até o final do ano, pois Castro deve se afastar no início de abril para concorrer ao Senado. A votação indireta está prevista para ocorrer no meio do ano.

Bacellar foi afastado e preso por supostamente vazar informações que relacionam investigação contra ele ao Comando Vermelho. Paes deixou claro que o PSD não aceitará candidaturas apoiadas por Bacellar e que membros do partido que votarem nessas candidaturas serão expulsos.

Para o prefeito, a candidatura de Ceciliano representa a continuação da influência de Bacellar. Essa preocupação foi comunicada ao presidente Lula, alertando-o para ser cauteloso e para evitar a impressão de que o PT protegiria deputados ligados ao crime organizado.

Paes declarou que não participará da eleição indireta, concentrando-se na disputa de outubro. Especula-se que existe um acordo entre ele e Castro para que o secretário estadual de Casa Civil, Nicola Miccione (PL), seja eleito na Assembleia, sem entrar em conflito direto na eleição das próximas eleições, enquanto Ceciliano se consolidaria como candidato à reeleição se vencer a eleição indireta.

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