Mundo
Petro diz que bomba encontrada na fronteira não está velha
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta quarta-feira (18) que a bomba supostamente lançada pelo Equador na fronteira “não está velha”, em meio a dúvidas sobre a origem e a idade do artefato.
Em meio a uma disputa tensa entre os países vizinhos, a situação se agravou após Petro ter acusado o governo equatoriano de realizar bombardeios e lançar explosivos vindos de um avião próximo à fronteira compartilhada. O presidente do Equador, o conservador Daniel Noboa, nega as acusações e as classifica como falsas.
“A bomba não está velha”, declarou o líder colombiano em suas redes sociais, respondendo a questionamentos sobre o suposto tempo que o artefato havia permanecido no local.
Ele também destacou que o peso da bomba indica que não poderia ter sido carregada por moradores rurais até onde foi encontrada.
Especialistas sugerem que o dispositivo seja uma “bomba de queda livre” do tipo MK, fabricada nos Estados Unidos e Brasil, que não possui sistema de orientação e cai conforme a gravidade.
Perto da meia-noite, Petro confirmou que houve comprovação de que o explosivo pertence às forças armadas equatorianas.
Um morador de uma localidade próxima contou à AFP que na data de 3 de março havia ouvido aviões no lado do Equador e, dias depois, encontrou a bomba não detonada a cerca de 50 a 60 metros de sua residência, em uma vila chamada El Amarradero, no município colombiano de Ipiales.
O artefato foi posteriormente destruído com segurança por um grupo especializado, conforme informado pelo ministro da Defesa, Pedro Sánchez.
Sánchez afirmou que as investigações continuam para entender como e por qual motivo o explosivo foi parar no território colombiano.
O governo equatoriano rejeita a acusação de ataque e defende que o conflito deve ser solucionado diplomaticamente. Além disso, critica Petro por não conter o narcotráfico na região fronteiriça e diz que realiza operações de bombardeio em seu próprio solo.
“Se um ataque aéreo contra a Colômbia tivesse ocorrido, teria sido detectado pelos radares, o que aparentemente não aconteceu”, declarou à AFP Mario Pazmiño, ex-chefe de Inteligência do Exército do Equador.
Em 2008, a tensão entre Equador e Colômbia chegou perto de um conflito armado após uma operação aérea ordenada pelo então presidente colombiano Álvaro Uribe dentro do território equatoriano, que resultou na morte de um dos líderes da extinta guerrilha Farc.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login