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Petro lidera maior bancada no Congresso da Colômbia

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A esquerda colombiana, comandada pelo presidente Gustavo Petro, conquistou vitória significativa nas eleições legislativas do último domingo, assegurando a maior representação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Essa conquista posiciona o partido Pacto Democrático de Petro de maneira vantajosa para o embate presidencial marcado para 31 de maio.

O Congresso que assume em 20 de julho terá uma composição bastante fragmentada. O Pacto Histórico conseguiu eleger 25 senadores entre 103 e 40 deputados dentre 188, conforme estimativas, já que os resultados oficiais ainda não foram totalmente confirmados. A dispersão dos mandatos exige a formação de coligações para se alcançar a maioria necessária.

As legislativas serviram como termômetro para as próximas eleições presidenciais. Os principais concorrentes são o senador Iván Cepeda, ligado ao partido de Petro, e o advogado conservador Abelardo de la Espriella, conhecido por admirar líderes como Nayib Bukele e Donald Trump.

A composição do Congresso também define os últimos meses do governo de Petro, que não pode se reeleger. Cepeda pretende avançar nas reformas que Petro não conseguiu aprovar devido à perda de maioria, como mudanças no sistema de saúde e na tributação para reduzir o déficit fiscal. O presidente tem recorrido a manifestações populares e pronunciamentos firmes contra o Congresso, que perdeu credibilidade após escândalos de corrupção.

Apesar das dificuldades, Petro recuperou apoio com tensões recentes envolvendo políticas de deportação e acusações mútuas com Donald Trump sobre tráfico de drogas.

Iván Cepeda celebrou o fortalecimento da bancada, enquanto De la Espriella manifestou preocupação com a força da esquerda no Congresso. Pesquisas indicam que ambos provavelmente disputarão um segundo turno em 21 de junho, com a possibilidade de surpresa pela candidata Paloma Valencia, do centro-direita.

As eleições foram marcadas por violência, com dois ataques guerrilheiros em zonas de votação, porém sem vítimas. Líderes políticos sofreram atentados, como o assassinato do candidato de direita Miguel Uribe Turbay, evidenciando o ambiente de conflito e insegurança causada pelo fortalecimento de milícias após o fracasso das negociações de paz e o aumento do consumo de cocaína.

Além disso, guerrilhas de extrema esquerda, como as Farc e o ELN, abandonaram objetivos políticos originais e hoje se dedicam a atividades criminosas, complicando ainda mais o cenário de violência.

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