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Economia

Petrobras investirá R$ 6 bilhões para lançar primeira biorrefinaria

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Magda Chambriard, presidente da Petrobras, anunciou que a empresa vai aplicar R$ 6 bilhões na Refinaria Riograndense para convertê-la na primeira biorrefinaria do Brasil.

“Estamos planejando iniciar no segundo semestre a transformação da Riograndense na primeira biorrefinaria nacional, que produzirá produtos totalmente biológicos. Esse projeto exigirá um investimento de R$ 6 bilhões, ampliando a capacidade de refino da Petrobras” explicou Magda.

O anúncio foi feito durante a cerimônia de assinatura de contratos para a construção de embarcações do Programa Mar Aberto, uma iniciativa para renovar e expandir a frota da estatal no Rio Grande do Sul. O evento contou com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva.

A refinaria está situada na cidade do Rio Grande e é uma parceria entre Petrobras, Ultra e Braskem. Desde o começo do ano passado, as empresas realizam testes de coprocessamento de biomassa misturada com carga mineral. Em 2023, a unidade produziu combustíveis e matérias-primas para a indústria utilizando 100% óleo vegetal.

Com capacidade para processar cerca de 17 mil barris diários, a refinaria produz gasolina, diesel, GLP e nafta para a indústria petroquímica. Essa capacidade é significativamente menor que a da Refinaria Duque de Caxias, que pode processar 239 mil barris por dia.

No evento, Magda também comunicou a contratação de cinco navios para transporte de gás, além de 18 barcaças e 18 empurradores, totalizando investimentos de R$ 2,8 bilhões.

O Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, será responsável pela construção dos gaseiros. No Amazonas, a Bertolini Construção Naval da Amazônia construir as barcaças, enquanto o estaleiro Indústria Naval Catarinense em Santa Catarina será encarregado dos empurradores.

Magda explicou que essas contratações vão reduzir a dependência de afretamentos e aumentar a flexibilidade e eficiência na logística do GLP (gás de botijão).

“Estamos com pedidos para embarcações no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Amazonas. Isso soma-se a R$ 1,4 bilhão destinados para outras construções”, afirmou.

Os novos gaseiros serão 20% mais eficientes e emitirão 30% menos gases de efeito estufa, além de serem preparados para operar em portos eletrificados.

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