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Petrobras reduz aumento do querosene de aviação para ajudar setor

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A Petrobras anunciou que vai alterar a forma como calcula o preço do querosene de aviação (QAV) cobrado das distribuidoras, buscando aliviar o impacto do recente aumento. A empresa informou que até segunda-feira (6) disponibilizará um termo para adesão que garante às distribuidoras do setor aéreo comercial um reajuste limitado a 18% em abril, bem menor que os 54,8% contratualmente previstos. O valor excedente poderá ser pago em até seis parcelas, com a primeira prevista para julho de 2026.

Essa medida tem como objetivo proteger a demanda pelo combustível e diminuir os efeitos do reajuste no setor aéreo brasileiro, preservando o funcionamento do mercado, explicou a Petrobras. A estatal ainda indicou que o parcelamento poderá ser oferecido também em maio e junho, com detalhes financeiros a serem definidos.

Segundo fontes próximas à situação, a mudança inclui uma flexibilização temporária do método de cálculo dos preços, que atualmente é mensal. A nova proposta é que o cálculo possa ser feito trimestralmente, de forma opcional, garantindo que o benefício seja repassado às companhias aéreas e não se transforme em lucro para as distribuidoras.

Especialistas do governo envolvidos no assunto destacam que a iniciativa está alinhada com as orientações do presidente Lula para minimizar o impacto dos aumentos de preços decorrentes do conflito no Oriente Médio, que impulsionou os valores globais do petróleo. Vale lembrar que a Petrobras importa cerca de 25% do diesel utilizado no Brasil.

Os Ministérios da Fazenda e de Portos e Aeroportos vêm discutindo alternativas com a Petrobras para mitigar efeitos negativos, mas com atenção para não comprometer a saúde financeira da empresa, que possui ações negociadas em bolsa.

A flexibilização da metodologia de cálculo tem potencial para reduzir o aumento previsto de 56,3% para algo abaixo de 20%, conforme interlocutores do governo. Ainda assim, a estatal deve compensar possíveis perdas durante o período da medida para não prejudicar os acionistas.

O governo também ressalta a importância de aumentar a fiscalização dos preços praticados por postos e distribuidoras, a fim de coibir aumentos abusivos que anulassem as medidas de apoio.

Apesar da insatisfação do setor aéreo civil com o preço do querosene, a diretoria da Petrobras destaca que usa há cerca de 20 anos uma fórmula que calcula o valor com base na média dos preços do mês anterior, o que já oferece um efeito de postergação nos reajustes.

Outro ponto apresentado pela estatal é que, mesmo com a alta global dos preços provocada pela guerra, o preço do querosene praticado no Brasil está inferior ao encontrado em países da Europa, Ásia e Estados Unidos. Além disso, o combustível teve um atraso de 38,6% em relação à inflação entre dezembro de 2022 e março de 2023, segundo fontes internas.

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