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Petróleo cai quase 3% com avanço em negociações entre EUA e Irã

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O preço do petróleo caiu quase 3% em um dia marcado por negociações diplomáticas importantes entre os Estados Unidos e o Irã. A possibilidade de um acordo entre esses países fez diminuir o valor do prêmio de risco associado à commodity. Simultaneamente, a Agência Internacional de Energia (AIE) prevê uma recuperação na oferta de petróleo nos próximos meses, após uma queda em janeiro.

No mercado da New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para março fechou em queda de 2,85%, ou US$ 1,79, ficando a US$ 62,84 o barril.

O petróleo Brent para abril caiu 2,71%, ou US$ 1,88, terminando em US$ 67,52 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Apesar de ter começado o dia em alta, o mercado de petróleo foi pressionado por vários fatores. Entre eles, a expectativa de um aumento na demanda, as negociações de paz no Oriente Médio e Europa Oriental, além do clima de incerteza nos mercados financeiros em Nova York.

No âmbito geopolítico, representantes da Turquia indicaram que tanto os EUA quanto o Irã demonstram maior disposição para chegar a um acordo nuclear. Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o Irã pode ser levado a aceitar um bom acordo. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou que um acordo pode ser firmado já no próximo mês.

Os mercados de energia têm precificado um nível baixo de risco, segundo o TD Securities, que observa uma maior tolerância aos riscos do Oriente Médio que vêm sendo atenuados por acontecimentos como as eleições de meio de mandato nos EUA e as atuais negociações diplomáticas.

Na Europa, reportagem da Bloomberg apontou que a Rússia está disposta a voltar a operar com o dólar e cooperar com os Estados Unidos em diversas áreas, incluindo petróleo offshore e gás natural, após o acordo para encerrar o conflito na Ucrânia.

Sobre a oferta, a AIE atribui a queda de 1,2 milhão de barris por dia em janeiro a uma forte tempestade de inverno nos EUA e às restrições de exportação de países como Casaquistão, Rússia e Venezuela, mas espera que a produção aumente novamente nos próximos meses.

A agência também revisou para baixo sua projeção de crescimento da demanda. Pela manhã, Donald Trump afirmou que as relações com a Venezuela melhoraram significativamente e que o fornecimento de petróleo do país já está retomando o fluxo normal.

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