Economia
Petróleo sobe 3% com incertezas nas negociações entre EUA e Irã
Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão com alta de 3% nesta quarta-feira (4), refletindo preocupações crescentes sobre o andamento das negociações entre EUA e Irã no Oriente Médio. Além disso, dados econômicos dos EUA e os estoques da commodity no país influenciaram os preços, que inicialmente foram limitados pela forte valorização do dólar no mercado internacional.
O petróleo WTI para março, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou com valorização de 3,05% (US$ 1,93), cotado a US$ 65,14 o barril. Já o Brent para abril, comercializado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 3,16% (US$ 2,13), atingindo US$ 69,46 o barril.
Após abrir a tarde com leve queda, impulsionada pelos índices PMI e ISM que indicaram expansão do setor de serviços nos EUA em janeiro fortalecendo o dólar, os preços oscilaram e permaneceram estáveis por um período. Posteriormente, firmaram tendência de alta com o aumento das preocupações sobre a continuidade das negociações nucleares entre EUA e Irã.
De acordo com a Axios, as negociações nucleares com o Irã enfrentam dificuldades depois que os EUA rejeitaram as condições propostas por Teerã para alterar o local e o formato da reunião prevista para sexta-feira. Inicialmente, o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, deveria se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em Istambul, Turquia.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o governo Trump está disposto a continuar as negociações na próxima sexta-feira, embora o local do encontro ainda não tenha sido definido.
Especialistas do banco ING destacam que a incerteza em torno das negociações deve levar o mercado a incluir um prêmio de risco nos preços do petróleo. Eles também recomendam acompanhar os desdobramentos no Iraque, diante do crescente conflito entre a Casa Branca e o governo iraquiano.
Na agenda internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou que durante sua conversa com o presidente chinês, Xi Jinping, discutiram a compra de petróleo e gás natural produzidos nos EUA pela China.

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