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Petróleo sobe com declarações de Trump e aumento na demanda prevista pela AIE
Os contratos futuros do petróleo encerraram o pregão em alta nesta quarta-feira (21), após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que não pretende usar força para tomar controle da Groenlândia, mantendo, contudo, as tensões comerciais elevadas devido à pressão gerada por tarifas. Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) elevou sua previsão para o crescimento da procura mundial por petróleo.
O petróleo WTI com vencimento em março, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), terminou o dia com alta de 0,43% (US$ 0,26), chegando a US$ 60,62 por barril. O Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em alta de 0,49% (US$ 0,32), cotado a US$ 65,24 por barril.
Os mercados financeiros mostraram sinais de estabilidade após um discurso relativamente conciliador de Trump em Davos. Segundo a Capital Economics, embora seja complicado prever o desenrolar da disputa, considerada um pouco idealista, sobre a soberania e defesa militar da Groenlândia, as palavras do presidente americano podem ser vistas como um avanço para a diminuição das tensões.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, destacou que é positivo que Trump tenha descartado o uso de força militar na Groenlândia, mas ressalvou que as intenções do presidente com relação à região ártica permanecem e que a simples negação de intervenção militar não resolve o impasse.
A AIE revisou para cima sua projeção de demanda, impulsionada pela melhoria das perspectivas econômicas e pelos preços mais baixos do petróleo bruto, porém alertou que a oferta ainda deve superar a demanda. A instituição estima que o consumo aumentará 930 mil barris por dia ao longo deste ano, ante 860 mil barris por dia na previsão anterior.
Paralelamente, os preços do gás natural liquefeito (GNL) dos EUA tiveram uma forte alta pelo terceiro pregão consecutivo, acompanhando o aumento dos preços do gás na Europa, que registrou alta mais moderada. Esses movimentos são influenciados pelo receio de um inverno rigoroso no Hemisfério Norte, conforme indicam as previsões meteorológicas.

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