Conecte Conosco

Economia

Petróleo sobe com tensões no Oriente Médio e recuperação após queda

Publicado

em

O petróleo terminou a sexta-feira (16) em alta, impulsionado por tensões geopolíticas ampliadas no Oriente Médio e por uma recuperação após recentes perdas no mercado. A atenção esteve voltada às notícias envolvendo os EUA e o Irã, além da avaliação dos riscos relacionados à oferta no curto prazo, num cenário ainda cauteloso diante da perspectiva de excesso de produção global.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo tipo WTI para fevereiro fechou com alta de 0,42% (US$ 0,25), valendo US$ 59,44 o barril. O Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 0,58% (US$ 0,37), alcançando US$ 64,13 o barril. No acumulado da semana, os preços tiveram avanços de 0,54% e 1,25%, respectivamente.

A BOK Financial destaca que o petróleo tenta manter um padrão técnico de alta após oscilar bastante na semana anterior. De acordo com a instituição, a ausência de progresso nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia e a possibilidade de novas sanções contra o Irã sustentam as cotações, mesmo com indicações de que os riscos geopolíticos mais intensos tenham diminuído temporariamente. O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que respeita a decisão de cancelar todas as execuções de manifestantes previstas para quinta-feira no Irã.

Por sua vez, a corretora Phillip Nova observa que o principal fator que movimenta o mercado é o sentimento gerado pelas manchetes relacionadas às tensões no Irã e aos riscos de oferta na Venezuela, que provocam reações rápidas, porém passageiras. Segundo a empresa, sanções e notícias geopolíticas causam volatilidade pontual, mas não indicam um real aperto nos fluxos físicos de petróleo até o momento.

Em reportagem da E&E News/Politico, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, apontou que o aumento da produção na Venezuela exerce pressão para queda dos preços, reforçando a ideia de oferta mais folgada no médio prazo.

A Fitch Ratings projeta que o mercado global de petróleo continuará com excesso de oferta até 2026, o que limitará o impacto do prêmio de risco geopolítico mesmo com maior volatilidade. Segundo a agência, eventuais interrupções no Irã ou aumentos temporários da produção venezuelana tendem a ser absorvidos pelo excesso de oferta, enquanto a estratégia futura da Opep, equilibrando volume e preço, será decisiva para a dinâmica do mercado.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados