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PF desarticula esquema de fraude de R$ 500 milhões na Caixa

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A Polícia Federal realizou na manhã desta quarta-feira uma operação para desmontar uma organização criminosa que fraudava a Caixa Econômica Federal, desviando mais de R$ 500 milhões.

Conforme divulgado pela GloboNews, entre os alvos da ação estão o CEO e um ex-sócio do Grupo Fictor. Foram autorizadas quebras de sigilos bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 jurídicas. Ao todo, 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva estão sendo cumpridos em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, e até o momento 10 prisões foram efetuadas.

Rafael Góis, CEO e principal sócio fundador da Fictor, teve sua residência alvo de busca e apreensão. As investigações começaram em 2024 após surgirem indícios de um esquema bem estruturado para obtenção de vantagens ilegais, com apurações também de estelionato e lavagem de dinheiro.

Na operação nomeada Fallax, a Polícia Federal ordenou o bloqueio e sequestro de R$ 47 milhões em bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, e estipulou medidas cautelares para rastrear os recursos.

Segundo os investigadores, os criminosos utilizavam cooptação de funcionários bancários e empresas de fachada para ocultar e movimentar dinheiro ilícito.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, com apoio da Polícia Militar estadual. Os envolvidos poderão ser processados por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, e crimes contra o sistema financeiro, podendo enfrentar penas superiores a 50 anos de prisão.

Sobre o Grupo Fictor

Fundado em 2007 como startup tecnológica, o Grupo Fictor tem Rafael Góis como CEO e principal acionista. Atuando inicialmente no setor financeiro desde 2013 e no agronegócio desde 2018, o grupo expandiu-se e criou uma holding que abrange dez empresas nos setores de agro, finanças e infraestrutura energética.

Em setembro de 2024, o grupo pediu recuperação judicial perante a Justiça de São Paulo, alegando dívidas que somam R$ 4 bilhões. A Fictor possui escritórios em São Paulo, Miami e Lisboa.

O grupo diversificou sua atuação adquirindo frigoríficos e marcas alimentícias e desenvolvendo negócios em energia solar, logística, serviços financeiros e fintech com sua plataforma de pagamentos.

Quem é Rafael Góis

Rafael Góis iniciou sua carreira financeira aos 16 anos em empresa familiar. Com formação em Administração, trabalhou em diferentes segmentos incluindo embalagens metálicas e bebidas. Relatos o descrevem como uma pessoa focada na gestão financeira e com forte relação com clientes do agronegócio.

Outro investigado na operação, Luiz Phillippe Gomes Rubini, ex-sócio que vendeu sua participação em dezembro de 2024, também é alvo das investigações.

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