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PF investiga grandes investimentos de fundos públicos no Banco Master

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A operação realizada nesta sexta-feira no Amapá demonstra que a Polícia Federal tem avançado em diversas frentes de investigação envolvendo o Banco Master e o uso dos recursos de fundos previdenciários estaduais e municipais aplicados na instituição financeira, que foi liquidada pelo Banco Central em novembro.

Além das investigações sobre os investimentos feitos pela Amapá Previdência (Amprev), a Polícia Federal já conduziu operações no Rio de Janeiro contra o Rioprevidência e está acompanhando aplicações similares feitas por entidades públicas em diferentes estados e municípios.

Nesta sexta-feira, a Polícia Federal realizou uma operação para apurar suspeitas de irregularidades na gestão dos recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP). O foco da investigação está na aprovação e execução de investimentos feitos pela Amprev em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

A ação, chamada de Operação Zona Cinzenta, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal. Entre os alvos estão o diretor da Amprev, Jolcildo Lemos, e membros do comitê de investimentos da autarquia.

De acordo com apuração do O Globo, eles foram responsáveis pelos votos favoráveis à aplicação em Letras Financeiras do Banco Master durante três reuniões realizadas em julho de 2024. A Amprev aplicou R$ 400 milhões em papéis do banco.

O investimento da Amapá Previdência é o segundo maior entre 18 entidades estaduais e municipais de previdência social que investiram no Banco Master. O maior aporte foi feito pelo Rioprevidência, fundo previdenciário do Rio de Janeiro, que aplicou cerca de R$ 970 milhões na instituição. Ao todo, esses fundos direcionaram aproximadamente R$ 1,876 bilhão em Letras Financeiras do banco entre outubro de 2023 e dezembro de 2024.

No Rio de Janeiro, a Polícia Federal realizou, em 23 de janeiro, a Operação Barco de Papel, que investiga diretores do Rioprevidência no contexto das apurações sobre o Banco Master. O inquérito envolve nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras da instituição. Esses recursos fazem parte do montante utilizado para pagamento de aposentadorias de servidores públicos admitidos na última década.

As investigações relacionadas ao Banco Master também abrangem outros estados e municípios. Ministérios Públicos de pelo menos seis estados (Alagoas, Amapá, Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo) iniciaram inquéritos para averiguar os aportes efetuados por entidades públicas previdenciárias na instituição financeira. No total, 18 entidades de regimes próprios de previdência, sendo três estaduais e 15 municipais, realizaram investimentos em Letras Financeiras do banco, que são títulos sem garantia.

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