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PF investiga vazamento de dados de ministros do STF e usa tornozeleira eletrônica

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Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal realizou uma operação para investigar o possível vazamento de informações fiscais e financeiras de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. Entre as medidas adotadas estão o monitoramento por tornozeleira eletrônica e a apreensão dos passaportes dos envolvidos.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em três estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. A ação foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizada pelo STF.

Medidas cautelares aplicadas

  • Uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento;
  • Afastamento das funções públicas;
  • Retirada dos passaportes;
  • Proibição de deixar o país.

A apuração está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, que no início do ano mandou abrir um inquérito para investigar possíveis vazamentos de dados sigilosos de ministros da corte e seus parentes junto à Receita Federal e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A iniciativa surge após reportagens que revelaram contratos e possíveis pressões envolvendo o Banco Master e o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci. Reportagens indicam que o banco teria um contrato acumulado de R$ 131,3 milhões com o escritório ao longo de três anos.

Além disso, foi divulgado que o contrato teria sido apreendido em uma operação da Polícia Federal. Em dezembro, informações mostraram que o ministro Alexandre de Moraes contatou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao menos quatro vezes para tratar das questões relacionadas ao Banco Master, incluindo encontros presenciais e chamadas telefônicas.

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