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PGR sugere fechar inquérito contra senador com dinheiro na cueca

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento parcial do inquérito que investiga o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) por supostos desvios de recursos públicos durante a pandemia de covid-19 em Roraima. O parlamentar foi surpreendido pela Polícia Federal com dinheiro escondido na cueca em uma ação ocorrida em outubro de 2020.

“A investigação inicial que ligava o senador Francisco de Assis Rodrigues aos fatos — baseada na hipótese de que as contratações teriam sido feitas por emendas de sua autoria — não se confirma após as investigações aprofundadas”, afirmou o procurador Gonet.

O processo será avaliado pelo ministro Flávio Dino, relator responsável pelo caso. O senador declarou que aguarda a decisão do STF para apresentar sua posição.

De acordo com a PGR, não houve evidências suficientes que comprovem que o senador tenha tentado esconder valores durante o mandado de busca e apreensão realizado em sua residência em 2020.

“O arquivamento parcial deve incluir a investigação sobre a suposta tentativa de ocultar dinheiro pelo senador Francisco de Assis Rodrigues durante a busca domiciliar”, diz o parecer da PGR.

Chico Rodrigues é político ativo desde os anos 1980, com 20 anos seguidos na Câmara dos Deputados e tendo governado Roraima, embora tenha tido seu mandato cassado.

Foi vice-líder do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e empregava em seu gabinete o assessor parlamentar Léo Índio, que é primo dos filhos de Bolsonaro.

Segundo a Polícia Federal, o senador tentou esconder dinheiro na cueca durante a operação em Boa Vista, que apura supostos desvios de verba pública destinada ao combate da covid-19, oriundos de emendas parlamentares. A busca e apreensão foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Informações obtidas pelo Estadão na época revelaram que foram encontrados R$33.150,00 na cueca do vice-líder do governo, além de R$10 mil e US$6 mil em um cofre. A investigação aponta irregularidades em contratações com dinheiro público, gerando um possível sobrepreço de quase R$1 milhão.

Em agosto de 2021, a Polícia Federal solicitou o indiciamento do senador, atribuindo a ele crimes como peculato, advocacia administrativa, dispensa e fraude em licitação, lavagem de dinheiro e obstrução da investigação.

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