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pl apoia pré-campanha de moro e senador será palanque para flávio no paraná

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O Partido Liberal (PL) decidiu apoiar a pré-candidatura de Sergio Moro (União-PR) ao governo do Paraná, após encontro realizado na sede do partido na quarta-feira, 18.

Com essa aliança, os bolsonaristas resolvem a falta de palanque para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado, já que o governador Ratinho Junior (PSD) concorrerá à Presidência da República, apoiando seu próprio grupo.

“Vamos apoiar o Moro, isso está definido. Agora ele precisa definir sua situação no União Brasil, e seguiremos adiante”, afirmou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a reunião.

Moro deve ter uma reunião à noite com a federação do seu partido, a União Progressista (União-PP), para discutir sua candidatura. Caso não consiga legenda, a alternativa é se filiar ao PL.

Valdemar afirmou que a filiação de Moro não foi decidida, mas indicou que é possível. Moro não comentou o assunto ao deixar o encontro.

“Nada foi definido ainda. Ele vai avaliar o melhor caminho. Talvez, com o 22 (sigla do PL), Moro consiga vencer no primeiro turno; agora resta saber se virá para o partido”, comentou.

O dirigente também negou que a aliança represente um rompimento com o grupo de Ratinho. Apesar de divergências nas eleições municipais de 2024, as duas forças mantêm seus próprios projetos presidenciais.

“Não houve rupturas. O Ratinho continua no meu coração. Mas ele será candidato à Presidência, então não vamos zerar votos no Paraná”, afirmou.

Moro enfrenta resistência em seu partido para disputar o governo. Em dezembro, o diretório do PP no Paraná vetou sua candidatura pela federação. Moro, que lidera as pesquisas, classificou a decisão como “imposição arbitrária”.

A direção nacional do PP, com o presidente Ciro Nogueira, validou o veto ao ex-juiz da Lava Jato no Paraná.

A conversa entre Valdemar e Moro ocorre uma semana após o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), ter buscado apoio de Ratinho para a campanha presidencial do PL.

O apoio implicaria Ratinho abrir mão da disputa interna no PSD pelo Palácio do Planalto, onde outros governadores, como Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), também se apresentam como candidatos.

Ratinho respondeu que o PSD ainda não definiu seu candidato e que ele não pode falar pela legenda, ficando acordado um novo contato até o fim de março.

Aliados do governador indicaram que ele mencionaria a Flávio a irritação provocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições municipais de 2024. Na ocasião, havia um acordo para o PL indicar o vice na chapa de Eduardo Pimentel (PSD), apadrinhado de Ratinho.

Embora o PL tenha escolhido o bolsonarista Paulo Martins para a vaga, Bolsonaro apoiou a rival Cristina Graeml, que avançou ao segundo turno, mas acabou derrotada. O episódio surpreendeu o PL e gerou desconfiança para as eleições atuais.

As lideranças do PSD no Paraná querem evitar uma nova traição nas próximas eleições.

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