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Planalto conta com apoio do PSD nos estados contra plano de Caiado
O governo Lula espera o suporte de lideranças regionais do PSD, partido de Gilberto Kassab, para a sua campanha à reeleição, mesmo com a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à mesma sigla. Aliados do presidente avaliam que, apesar do PSD poder lançar um candidato presidencial, o partido não está unificado em torno de um único nome. Além disso, dizem que a fragmentação dos candidatos de direita pode favorecer o presidente.
Nesta quarta-feira (28), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que o cenário deve se repetir o de 2022, quando o PSD não oficialmente apoiou nenhum dos candidatos, mas diversos membros apoiaram o petista em seus estados.
“Acreditamos que o Caiado saiu do União Brasil para o PSD visando uma possível candidatura do partido. Já tivemos o apoio do PSD em diversas regiões na eleição passada e esperamos a mesma tendência para este ano. O PSD atua com base nos interesses regionais, e não como um partido unido nacionalmente, e teremos que lidar com essa dinâmica“, afirmou a ministra.
O PSD de Gilberto Kassab controla três ministérios no atual governo: Minas e Energia, com Alexandre Silveira; Agricultura, com Carlos Fávaro; e Pesca, com André de Paula. Com a entrada de Ronaldo Caiado, o partido passa a ter três governadores com potencial candidatura à presidência: além do governador de Goiás, os de Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
De forma reservada, o governo vê na filiação de Caiado uma possibilidade para que Ratinho Júnior, caso não concorra à presidência, permaneça na gestão para apoiar um sucessor que possa competir com o senador Sérgio Moro (União-PR) nas eleições estaduais.
No estado de Goiás, Caiado deve apoiar seu vice, Daniel Vilela (MDB), para o governo, que mostra força nas pesquisas eleitorais locais.
Otto Alencar, senador pelo PSD na Bahia e presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, informou que foi avisado previamente por Kassab sobre a entrada de Caiado no partido, mas ressaltou que isso não altera a intenção do diretório estadual do PSD de apoiar a reeleição de Lula.
“Kassab me comunicou sobre a filiação dele, e sabemos que aqui na Bahia o partido mantém alianças sólidas com o projeto do PT, que apoiamos há 15 anos“, disse Alencar. Ele acrescentou que uma candidatura recém-formada não mudaria este apoio de última hora.
No Rio de Janeiro e Amazonas, lideranças do PSD planejam novamente apoiar Lula, como já ocorreu em 2022. O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), deverá disputar o governo estadual, enquanto o senador Omar Aziz (PSD) tentará o governo do Amazonas, ambos com o aval do petista.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), tem se aproximado do governo federal buscando respaldo, mesmo que de forma mais discreta. Seu principal adversário no estado, o prefeito de Recife, João Campos (PSB), é aliado de Lula.
A questão em aberto para o governo é a posição de Kassab sobre o vice na chapa de reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). O atual vice, Felicio Ramuth, filiado ao PSD, ainda não teve sua permanência definida.
Em 2022, a campanha de Lula contou com o apoio de lideranças do PSD do Rio de Janeiro, como Eduardo Paes e Pedro Paulo, além de apoios nos estados do Amazonas, Bahia, Minas Gerais, e Mato Grosso, por meio de figuras como Omar Aziz, Otto Alencar, Alexandre Silveira e Carlos Fávaro.

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