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Economia

Planck compra MMX de Eike Batista pelo menor lance

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Sem concorrentes, o fundo Planck adquiriu os ativos da MMX pelo valor mínimo estipulado. A MMX, mineradora criada por Eike Batista, teve sua falência decretada em 2021. O fundo de investimento em infraestrutura pagará R$ 66,3 milhões pelo conjunto, que inclui R$ 60 milhões do lance inicial, R$ 3 milhões em custos processuais e R$ 3,3 milhões corrigidos pela inflação.

O leilão, que O GLOBO obteve acesso ao resultado, engloba bens da massa falida da MMX localizados no Porto do Sudeste, na Baía de Sepetiba, Itaguaí. O processo foi conduzido pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, na 3ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no Centro do Rio.

O valor total, já considerando despesas legais, era de R$ 63 milhões. Após o leilão, houve ajuste pela inflação desde 1º de dezembro de 2024, data da avaliação dos bens, até o dia do pregão.

O certame foi inicialmente previsto para o ano passado, mas enfrentou adiamentos devido a impugnações do Ministério Público e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Posteriormente, o processo foi mantido.

A falência da MMX está ligada à crise da antiga EBX, grupo empresarial liderado por Eike Batista. O Porto do Sudeste foi projetado para escoar minérios produzidos em Minas Gerais. Quando a empresa entrou em recuperação judicial, em 2014, o porto foi vendido para a holandesa Trafigura e o Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi.

O leilão envolve 9.519.226 debêntures conversíveis em ações do Porto do Sudeste, e 6.336.766 ações ordinárias da mesma. Esses ativos foram avaliados em R$ 57,88 milhões pela B23 Capital Assessores Financeiros.

O mecanismo do leilão foi do tipo stalking horse offer, onde um proponente tem preferência para comprar pelo valor mínimo fixado pela Justiça, assegurando que a massa falida terá uma proposta pelo ativo.

Após condenações judiciais e pela CVM, Eike Batista tem buscado retornar ao mercado. Agora, investe em combustíveis verdes, com foco na produção de etanol a partir de uma cana-de-açúcar especial. A matéria-prima seria usada para produzir também combustível sustentável para aviação (SAF) e embalagens biodegradáveis.

Esse novo projeto seria financiado pela oferta de um criptoativo, anteriormente proibida no Brasil pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Eike Batista atendeu às exigências regulatórias, afirmando que o token seria negociado fora do país. Ele pretende captar US$ 100 milhões com essa operação, cerca de um décimo do valor atribuído à nova iniciativa.

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