Brasil
Polícia Civil do Rio quer classificar facções criminosas como terroristas
Em entrevista sobre a Operação Contenção Red Legacy, Felipe Curi, secretário de Polícia Civil do Rio, criticou o governo federal pela abordagem ao combate ao tráfico de drogas. Curi, que é considerado pré-candidato nas eleições de outubro, comentou sobre a Lei Antiterrorismo do Brasil e defendeu que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam classificados como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
Especialistas, como juristas e cientistas políticos, estão preocupados com a possibilidade do governo americano rotular essas facções dessa maneira, devido às implicações para a soberania nacional.
Felipe Curi afirmou: “O Comando Vermelho atualmente opera em um esquema de cartel com atuação nacional e internacional. Além disso, eles estão aliados ao PCC e a outras facções criminosas em todo o Brasil.”
Ele acrescentou: “Eu insisto que esses grupos são narcoterroristas. Estamos em um debate nacional onde algumas autoridades e legisladores negam reconhecer o Comando Vermelho, o PCC e outras facções como organizações narcoterroristas.”
Para ele, a Lei Antiterrorismo, criada em 2016, “não é eficaz”.
Felipe Curi explicou: “Essa lei é usada como um obstáculo para impedir o reconhecimento oficial dessas facções como organizações narcoterroristas. Vejo benefícios claros caso o governo dos Estados Unidos decida classificar o CV e PCC como Organizações Terroristas Estrangeiras.”
Ele ressaltou que essa decisão facilitaria o bloqueio de bens e as atividades financeiras dessas facções de maneira muito mais rápida do que o procedimento convencional, fortalecendo o combate contra esses grupos.

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