Brasil
Polícia do Reino Unido para buscas por psicóloga brasileira desaparecida
A Polícia de Essex, situada no Reino Unido, informou que interrompeu as buscas presenciais pela psicóloga brasileira Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, que está desaparecida desde o começo de março no território europeu. Paralelamente, a polícia britânica acionou colaboradores internacionais para obter pistas sobre o paradeiro dela.
“Estamos empenhados em dar as respostas necessárias aos familiares de Vitória“, declarou a inspetora Anna Granger, responsável pela investigação.
Vitória, natural de Fortaleza, viajou para a Europa em janeiro para participar de cursos de psicologia e estava hospedada na residência de uma amiga em Colchester, Reino Unido. Durante esse período, também realizou um curso em Marrocos, no norte da África.
Familiares e amigos perderam contato com Vitória no dia 3 de março. A polícia local iniciou as investigações e obteve imagens de câmeras que mostraram a psicóloga em uma área portuária de Essex.
As equipes policiais realizaram buscas terrestres e marítimas durante mais de duas semanas em uma vasta região da cidade costeira, encontrando alguns pertences que podem ser da brasileira.
Na sexta-feira, 20, foi anunciada a suspensão das buscas presenciais. “Continuamos explorando várias linhas investigativas e cooperando com parceiros internacionais para montar um quadro completo dos eventos que antecederam o desaparecimento de Vitória“, afirmou Anna, por meio do site oficial da Polícia de Essex.
A investigação prosseguirá com a análise de dados de comunicação e financeiros. A Justiça brasileira autorizou a quebra dos sigilos telefônico e bancário da psicóloga.
Além de recuperar as últimas mensagens de Vitória no celular, busca-se verificar possíveis transações em suas contas bancárias após o desaparecimento. Também está sendo examinado o conteúdo de um notebook pertencente a ela.
A mãe de Vitória, Gleyz Barreto, e seu namorado, Janilson Gomes, permanecem no Reino Unido acompanhando e apoiando o trabalho policial. A reportagem tentou contato com o pai da psicóloga, que está no Brasil.
O Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso através do Consulado-Geral do Brasil em Londres, mantendo contato com as autoridades locais e a família da brasileira, oferecendo a assistência consular necessária.

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