Centro-Oeste
Polícia prende suspeitos de golpe do falso advogado em SP
Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, prendeu suspeitos de realizar um golpe conhecido como “falso advogado”. Essa ação ocorreu em várias regiões do país, incluindo a capital paulista e Praia Grande.
A Justiça autorizou 45 ações cautelares: 20 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. Até agora, 14 pessoas foram presas e 24 locais investigados.
A investigação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos mostrou que o grupo usava dados de advogados sem permissão para acessar processos judiciais eletrônicos. Eles se passavam pelos advogados para pedir dinheiro das vítimas, dizendo que era necessário para liberar valores ou concluir ações legais.
O golpe funcionava porque as vítimas acreditavam nos dados apresentados e faziam transferências aos criminosos, pensando estar conversando com seus advogados.
A organização tinha funções distribuídas: pessoas que conseguiam dados de forma ilegal, operadores que faziam o primeiro contato, especialistas que usavam técnicas para enganar, além de uma equipe que cuidava do dinheiro ilegal e fornecedores que ofereciam linhas telefônicas e contas bancárias para as fraudes.
O grupo atuava em pelo menos 11 estados, como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Distrito Federal, entre outros. A Justiça bloqueou contas e bens para parar o dinheiro dos criminosos.
Os suspeitos podem ser condenados por estelionato qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que juntas podem chegar a 26 anos de prisão.
Considerada a maior operação contra esse tipo de fraude no Brasil, a ação mobilizou cerca de 70 policiais civis e mostrou a importância da cooperação entre os estados para combater crimes cibernéticos, que não têm fronteiras físicas.

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