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Portugal faz eleição presidencial com candidatos da extrema direita

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Portugal está realizando eleições presidenciais neste domingo (18), com a presença significativa da extrema direita, que é a principal força da oposição, buscando um lugar no segundo turno.

As urnas foram abertas às 08h no horário local (05h de Brasília) para aproximadamente 11 milhões de votantes. As pesquisas preliminares da votação serão divulgadas a partir das 20h locais (17h em Brasília).

Segundo as mais recentes pesquisas, André Ventura, líder do partido de extrema direita Chega, pode liderar a votação, embora as chances de vitória no segundo turno, marcado para 8 de fevereiro, sejam reduzidas.

Apesar do presidente em Portugal não exercer poderes executivos, ele pode atuar como árbitro em momentos de crise, tendo a prerrogativa de dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas.

Após uma campanha incerta ao longo das semanas, o candidato socialista António José Seguro parece ter uma pequena vantagem nas pesquisas em relação ao eurodeputado liberal João Cotrim Figueiredo para conquistar o segundo lugar.

Um total de 11 candidatos, número recorde, estão na disputa pelo cargo de chefe de Estado, que sucederá o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, eleito duas vezes no primeiro turno.

André Ventura participou das eleições presidenciais de 2021, quando recebeu 11,9% dos votos e ficou em terceiro lugar. Desde então, seu partido cresceu significativamente, atingindo 22,8% dos votos e elegendo 60 deputados nas eleições legislativas de maio, superando o Partido Socialista como principal oposição ao governo conservador de Luis Montenegro.

A consultoria Teneo destacou que um novo resultado expressivo para a extrema direita consolidaria seu domínio político e abriria uma nova fase na disputa interna da direita, entre o centro-direita tradicional e a emergente extrema direita.

Durante a campanha, Ventura pediu que outros partidos de direita não criassem barreiras para um possível segundo turno contra o candidato socialista. Em seu discurso final, demonstrou firmeza, se recusando a agradar a todos e prometendo restaurar a ordem no país.

“Espero passar, e não só no primeiro turno. Também no segundo”, declarou Isabel Peixoto, simpatizante, de 62 anos e desempregada. Ela comentou que os demais candidatos pertencem a partidos que já governaram, o que, segundo ela, explica o cenário atual.

O socialista Seguro, de 63 anos, ressaltou sua imagem de candidato conciliador e moderado, defensor da democracia e dos serviços públicos.

“Convido todos os democratas, progressistas e humanistas a unirem seus votos na nossa candidatura”, afirmou no encerramento da campanha.

Para Sofia Taleigo, vendedora de frutas de 55 anos em um mercado no sul de Lisboa, um novo presidente é fundamental: “Precisamos de um presidente que possa melhorar o país porque a saúde e a educação necessitam ser reconstruídas.”

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