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Possíveis candidatos da chapa de João Campos ganham destaque no Carnaval
Na última quinta-feira (12), o prefeito do Recife, João Campos (PSB), compartilhou em suas redes sociais uma imagem ao lado de Humberto Costa (PT), Miguel Coelho (UB) e Marília Arraes (Solidariedade), todos pré-candidatos ao Senado. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), aliado próximo do prefeito e também pré-candidato ao Senado, não esteve presente por conta de compromissos de agenda.
Esta é a segunda vez durante o período de Carnaval que João Campos publica fotos reunindo os pré-candidatos ao Senado. Anteriormente, no dia 7 de fevereiro, no Baile Municipal do Recife, ele foi visto com Miguel Coelho, Marília Arraes e Silvio Costa Filho. Naquela ocasião, Humberto Costa foi a ausência notada.
Essas imagens mostram uma situação atípica: João Campos, provável candidato ao governo do estado, possui quatro aliados potenciais para sua chapa majoritária. Todavia, ele precisará escolher apenas dois para acompanhá-lo na campanha.
Para a cientista política Priscila Lapa, a variedade de nomes disponíveis é uma oportunidade que João Campos pode usar para reduzir a vantagem da governadora Raquel Lyra (PSD), que conta com o apoio da estrutura estadual.
“Um dos pontos fortes de João Campos para amenizar a liderança de Raquel Lyra, que tem o aparato do estado – enquanto ele possui o da prefeitura do Recife, que é diferente em termos de alcance – é buscar essa capilaridade por meio de um palanque plural, com candidatos competitivos capazes de mobilizar diferentes recursos políticos”, comentou Priscila.
O cientista político e advogado Isaac Luna, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), acredita que o cenário é desafiador e positivo, já que João Campos tem muitos aliados com voto e influência regional, mas a decisão sobre quem escolher será complexa.
“O jogo está em aberto, montar essa chapa não é fácil. Ele tem um ‘bom problema’ com alianças fortes, mas também a responsabilidade de decidir quem não estará nela”, avaliou Luna.
Indícios dos escolhidos
Mesmo com o quadro disputado, tanto Priscila Lapa quanto Luna indicam dois nomes que surgem como favoritos para a chapa majoritária: Humberto Costa e Miguel Coelho.
Sobre o petista, Priscila destaca que as articulações nacionais entre PT e PSB são decisivas para sua seleção. “Embora a decisão ainda não seja definitiva, as negociações nacionais envolvendo PT e PSB e as alianças presidenciais influenciam a escolha, com Humberto Costa exercendo papel importante como articulador”, explicou.
Em relação a Miguel Coelho, Luna comenta que sua inclusão pode evitar desentendimentos com o ex-prefeito de Petrolina e destaca sua força no interior como fator relevante.
“Miguel Coelho é uma figura influente especialmente nas áreas onde João Campos enfrenta desafios de abrangência, como o sertão. Ele é preferível à exclusão do ministro Silvio Costa Filho, que permanece aliado e que, independente de sua candidatura ao Senado, estará na chapa do prefeito. Há rumores políticos também sobre conversas de Miguel com a governadora Raquel, via intermediários”, revelou Luna.
Além disso, Luna apontou a possibilidade de Marília Arraes lançar candidatura própria, apoiando João Campos de forma paralela, o que pode influenciar a dinâmica da montagem da chapa.
“Marília Arraes demonstra firme intenção de ser candidata, seja na chapa majoritária de João Campos ou independentemente, o que adiciona complexidade ao cenário devido à sua base popular e intenção de votos”, concluiu Luna.

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