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Economia

Preço do petróleo cai com esperanças de cessar-fogo no Oriente Médio

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O preço do petróleo teve uma queda de 2% nesta quarta-feira, 25, enquanto investidores avaliam notícias sobre possíveis negociações de um cessar-fogo no conflito envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O petróleo WTI para maio, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou o dia com uma diminuição de 2,19% (US$ 2,03), comercializado a US$ 90,32 o barril.

Já o Brent para junho, registrado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 2,96% (US$ 2,97), ficando a US$ 97,26 o barril.

O recuo significativo dos preços começou no pregão eletrônico de terça-feira, após veículos de imprensa dos EUA e Israel relatarem que o governo Trump teria apresentado uma proposta de cessar-fogo em 15 pontos às autoridades iranianas. Essa iniciativa ocorre enquanto os Estados Unidos planejam reforçar sua presença militar no Oriente Médio, onde já estão cerca de 50 mil soldados americanos.

O Irã rejeitou publicamente a oferta dos EUA, apresentando uma contraproposta e afirmando que o cessar-fogo só será aceito em condições impostas por eles. O governo iraniano considerou as demandas americanas “excessivas” e distantes da realidade no terreno de combate. Um oficial militar iraniano chegou a desmerecer formalmente o acordo.

Mesmo sem o consentimento do Irã, especialistas do Swissquote veem na iniciativa dos EUA um sinal positivo para o mercado, sugerindo uma possível solução para o conflito. Eles afirmam: “Está evidente que Trump deseja o fim da guerra, porém ainda é incerto se conseguirá alcançá-lo”.

As preocupações sobre o abastecimento de petróleo persistem em diversos países. O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, destacou que entre 30% e 40% da capacidade de refino no Golfo foram danificadas ou destruídas, ocasionando uma crise na oferta especialmente para algumas nações asiáticas. Já na terça-feira, governos desses países anunciaram medidas para conter a alta dos preços dos derivados do petróleo.

Simultaneamente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou a destruição máxima possível da indústria bélica iraniana até quinta-feira, conforme reportado pelo The New York Times. Ainda segundo a Axios, representantes dos EUA e do Irã devem se reunir na mesma data para discutir a proposta do acordo.

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