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Preço do petróleo cai com medo de oferta alta apesar de tempestade nos EUA

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O preço do petróleo caiu nesta segunda-feira (26), refletindo a preocupação dos investidores com o excesso de oferta, impulsionada pelo aumento das exportações da Venezuela, enquanto o mercado aguarda a próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+). Paralelamente, os investidores acompanham os efeitos da forte tempestade de inverno nos Estados Unidos sobre a produção de petróleo, além de tensões geopolíticas globais.

Na bolsa de Nova York (Nymex), o petróleo tipo WTI para março encerrou o dia com baixa de 0,72% (US$ 0,44), cotado a US$ 60,63 por barril. Já o petróleo Brent para abril, negociado na Bolsa Intercontinental de Londres (ICE), caiu 0,46% (US$ 0,30), valendo US$ 64,77 o barril.

Fontes indicam que representantes da Opep+ pretendem manter a produção estável em março, em meio ao excesso global de petróleo e a diversos riscos geopolíticos.

Além disso, a Chevron aumentou o número de embarcações para transportar o petróleo venezuelano aos Estados Unidos, e o Casaquistão retomou as operações do oleoduto do Cáspio, que responde por 90% da produção nacional, sendo um dos principais fornecedores mundiais.

Os receios sobre o excesso de oferta causaram pressão sobre os preços do petróleo, que superaram os impactos negativos da forte tempestade de inverno nos EUA, cujo frio intenso ameaça a produção energética doméstica. O mercado permanece cauteloso, reagindo a cada nova atualização sobre as condições climáticas.

Também influenciou a queda o aumento da preocupação dos investidores com um possível novo fechamento do governo americano (shutdown) e as repercussões econômicas decorrentes, diante da resistência de democratas em aprovar o orçamento federal.

Minimizando as perdas, recentemente a Ucrânia lançou um ataque contra uma refinaria russa, mesmo com as negociações de paz em curso. O próximo encontro está agendado para domingo, em Abu Dhabi.

Nas questões geopolíticas, um porta-aviões dos Estados Unidos chegou ao Oriente Médio, ampliando as opções do governo Trump para um possível confronto com o Irã. Dúvidas em relação à Groenlândia provocaram o adiamento da votação do acordo comercial entre União Europeia e EUA. Além disso, Trump ameaçou impor tarifas de 100% sobre o Canadá devido a uma parceria comercial com a China. Segundo analistas do SEB, essas tensões devem oferecer algum suporte aos preços do petróleo no curto prazo.

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