Economia
Preço do petróleo sobe forte após tensão no Oriente Médio
O preço do petróleo teve uma alta significativa nesta segunda-feira (2), embora tenha desacelerado após uma forte subida na manhã, motivada pelo medo de um conflito prolongado entre os Estados Unidos e o Irã. A interrupção no fornecimento mundial de energia, causada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, também resultou em aumentos acentuados nos preços do diesel e do gás natural.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo tipo WTI para entrega em abril registrou alta de 6,28% (US$ 4,16), alcançando US$ 71,23 por barril. Já o Brent para maio subiu 6,68% (US$ 4,80), chegando a US$ 77,74 por barril na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
O Brent atingiu picos superiores a US$ 82 por barril, o valor mais alto desde janeiro de 2025, enquanto o WTI chegou a US$ 75, marcando sua máxima desde junho de 2025, embora ambos tenham moderado seus ganhos à tarde diante de um dólar forte e incertezas quanto à evolução do conflito no Oriente Médio. Esta crise já está em seu terceiro dia, e, conforme declarou o presidente dos EUA, Donald Trump, não há previsão para seu fim.
Trump não descartou a possibilidade de enviar tropas americanas à região afetada, enquanto o Irã retaliou os ataques com bombardeios em Israel e contra bases americanas em países vizinhos.
O fluxo de petroleiros no Estreito de Ormuz, canal que responde por 20% do fornecimento global de petróleo, é um dos fatores que mais preocupam os investidores. Para a economista da Asa, Andressa Durão, a interrupção significativa do transporte nesse ponto gera um alerta importante para o mercado.
De acordo com a Bloomberg, o custo dos superpetroleiros subiu consideravelmente no mercado global. Ainda assim, a Reuters informa que os EUA não planejam liberar suas reservas estratégicas por enquanto, pois o mercado ainda dispõe de oferta suficiente. Por sua vez, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) anunciou para abril um aumento da produção.
No cenário político iraniano, a Capital Economics antecipa uma transição desordenada após o falecimento do aiatolá Ali Khamenei. Neste contexto, o risco para o mercado poderia mudar do Estreito de Ormuz para uma redução na produção iraniana, o que manteria os preços elevados.
Na arena internacional, a Ucrânia lançou um ataque com drones que provocou um incêndio em um terminal de combustíveis na cidade russa portuária de Novorossiysk.
A valorização dos preços não se limitou ao petróleo: o diesel chegou a subir até 20% e o gás natural até 40% nas bolsas europeias; nos Estados Unidos foram registradas altas de 14% para o diesel e 4% para o gás natural.

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